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Conhecimento, prática e ética: Os desafios da investigação-ação em contexto de prostituição feminina de rua

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Resumo:O paradigma, enquanto filosofia e matriz, guia o processo de investigação, assumindo um lugar fundamental sobre o qual é primordial refletir. No caso da prostituição, usualmente considerada um tema controverso, entendemos que a questão do paradigma orientador ganha importância acrescida. Neste artigo, a partir do projeto de investigação-ação em desenvolvimento, com uma equipa de rua e prostitutas, efetuamos uma reflexão sobre o paradigma sociocrítico tomando os quatro eixos conceptuais - ontologia, epistemologia, metodologia e ética, e estabelecendo interseção com os feminismos. Concluímos que a ética é crucial, uma vez que a produção de conhecimento e transformação da práxis assentam na relação interpessoal. Postulamos a necessidade de mais investigação participativa, centrada nas pessoas, revestida criteriosamente de um agir ético, de reflexão e de validação das subjetividades.
Autores principais:Graça,Marta
Outros Autores:Gonçalves,Manuela
Assunto:ética feminismo investigação-ação metodologia de investigação prostituição
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O paradigma, enquanto filosofia e matriz, guia o processo de investigação, assumindo um lugar fundamental sobre o qual é primordial refletir. No caso da prostituição, usualmente considerada um tema controverso, entendemos que a questão do paradigma orientador ganha importância acrescida. Neste artigo, a partir do projeto de investigação-ação em desenvolvimento, com uma equipa de rua e prostitutas, efetuamos uma reflexão sobre o paradigma sociocrítico tomando os quatro eixos conceptuais - ontologia, epistemologia, metodologia e ética, e estabelecendo interseção com os feminismos. Concluímos que a ética é crucial, uma vez que a produção de conhecimento e transformação da práxis assentam na relação interpessoal. Postulamos a necessidade de mais investigação participativa, centrada nas pessoas, revestida criteriosamente de um agir ético, de reflexão e de validação das subjetividades.