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Os pas(sos) em Pessoa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo visa usar a noção de pas(sos), uma extrapolação a partir da meditação de Maurice Blanchot sobre o pas, como um ponto de entrada e articulação para a análise da escrita em diversas instâncias no texto pessoano. Procura, deste modo, abordar as condições de (im)possibilidade de diferentes estruturas poéticas (graus de poesia lírica, escala/escada de despersonalização) que nele tomam lugar. Assim sendo, busca traçar diversos passos e pausas, passagens e suspensões, encarando o texto literário como uma performance e não como um ponto de passagem para significados ou presenças além do texto. Encara assim a escrita como um processo negativo e diferencial em que as prometidas presenças (poeta dramático, Chevalier de Pas) necessariamente não passam para lá (das formas, da materialidade) do texto, são já e sempre escrita. Os diversos pas(sos) ilustram assim o movimento do e no texto, que avança enfatizando o carácter aporético da escrita, o seu excesso e irredutibilidade de sentido, invariavelmente e diversamente outro.
Autores principais:Miranda,Rui Gonçalves
Assunto:Fernando Pessoa pas Maurice Blanchot Jacques Derrida textualidade poesia
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo visa usar a noção de pas(sos), uma extrapolação a partir da meditação de Maurice Blanchot sobre o pas, como um ponto de entrada e articulação para a análise da escrita em diversas instâncias no texto pessoano. Procura, deste modo, abordar as condições de (im)possibilidade de diferentes estruturas poéticas (graus de poesia lírica, escala/escada de despersonalização) que nele tomam lugar. Assim sendo, busca traçar diversos passos e pausas, passagens e suspensões, encarando o texto literário como uma performance e não como um ponto de passagem para significados ou presenças além do texto. Encara assim a escrita como um processo negativo e diferencial em que as prometidas presenças (poeta dramático, Chevalier de Pas) necessariamente não passam para lá (das formas, da materialidade) do texto, são já e sempre escrita. Os diversos pas(sos) ilustram assim o movimento do e no texto, que avança enfatizando o carácter aporético da escrita, o seu excesso e irredutibilidade de sentido, invariavelmente e diversamente outro.