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Automedicação, Conhecimento, Crenças e Atitudes sobre Antibioterapia em Patologia Respiratória Aguda na População Pediátrica: Estudo Multicêntrico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Introdução: Os antibióticos são amplamente utilizados na patologia respiratória pediátrica, apesar da maioria ter etiologia viral. A automedicação em crianças, por parte dos pais, é também comum. Este estudo visou analisar o conhecimento, crenças e atitudes de pais de crianças menores de 12 anos sobre antibioterapia e a prática da automedicação. Metodologia: Trata-se de um estudo multicêntrico observacional, descritivo e transversal, com inquéritos aplicados a pais em consultas de saúde infantil. Os critérios de inclusão foram idade ≥ 18 anos, compreensão da língua portuguesa e ausência de deficiência cognitiva. Foram excluídos os que não assinaram consentimento informado e a quem nunca tinha sido prescrito antibiótico à criança. Análise descritiva e inferência estatística efetuadas para um nível de significância de 0,05. Resultados: Foram analisados 447 inquéritos. A automedicação foi praticada por 56% dos inquiridos, principalmente por já terem o medicamento em casa (62%) e considerarem o problema de saúde simples ou igual à doença anterior (76%). A informação sobre a medicação foi dada pelo médico ou farmacêutico, com o paracetamol e o ibuprofeno a serem os mais utilizados. O cumprimento das recomendações para antibióticos foi quase total (~100%). Apenas 3% administraram antibiótico sem prescrição. Indivíduos com maior escolaridade e profissões diferenciadas demonstraram maior conhecimento e atitudes adequadas relativamente à antibioterapia (Kruskal-Wallis, p <0,05). Conclusão: A automedicação foi motivada pelo conhecimento prévio e facilidade de acesso a medicamentos, sendo a adesão às recomendações independente dos fatores sociodemográficos. Indivíduos mais diferenciados apresentaram atitudes mais consistentes, destacando a importância de campanhas de educação em saúde.
Autores principais:Sousa,Marisa
Outros Autores:Rocha,Mariana Assis; Paulino,Luís; Ferreira,Telma; Volosciuc,Felícia; Santos,Rodrigo Raposo dos; Rodrigues,Rita; Santos,Mariana; Silva,Mafalda; Cândido,Sara; Gonçalves,Lúcia; Cardoso,Teresa; Domingues,Mariana Couto; Restrepo,Carolina; Silva,Cláudia Mourato; Ferreira,Catarina; Rosário,José; Marques,Maria Inês M.; Videira,Ana; Andrade,Raquel; Ferreira,Ana Raquel Calçada; Hermenegildo,António; Teixeira,Inês; Kotovska,Natalia; Coronha,Ana Matos; Mira,Mariana Anete; Pena,Ana Sofia; Carreiras,Virgínia; Santos,Maria Fátima; Sousa,Hugo Bento de
Assunto:Antibacterianos/uso terapêutico Automedicação Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde Educação em Saúde Infeções Respiratórias/tratamento farmacológico Pais
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Introdução: Os antibióticos são amplamente utilizados na patologia respiratória pediátrica, apesar da maioria ter etiologia viral. A automedicação em crianças, por parte dos pais, é também comum. Este estudo visou analisar o conhecimento, crenças e atitudes de pais de crianças menores de 12 anos sobre antibioterapia e a prática da automedicação. Metodologia: Trata-se de um estudo multicêntrico observacional, descritivo e transversal, com inquéritos aplicados a pais em consultas de saúde infantil. Os critérios de inclusão foram idade ≥ 18 anos, compreensão da língua portuguesa e ausência de deficiência cognitiva. Foram excluídos os que não assinaram consentimento informado e a quem nunca tinha sido prescrito antibiótico à criança. Análise descritiva e inferência estatística efetuadas para um nível de significância de 0,05. Resultados: Foram analisados 447 inquéritos. A automedicação foi praticada por 56% dos inquiridos, principalmente por já terem o medicamento em casa (62%) e considerarem o problema de saúde simples ou igual à doença anterior (76%). A informação sobre a medicação foi dada pelo médico ou farmacêutico, com o paracetamol e o ibuprofeno a serem os mais utilizados. O cumprimento das recomendações para antibióticos foi quase total (~100%). Apenas 3% administraram antibiótico sem prescrição. Indivíduos com maior escolaridade e profissões diferenciadas demonstraram maior conhecimento e atitudes adequadas relativamente à antibioterapia (Kruskal-Wallis, p <0,05). Conclusão: A automedicação foi motivada pelo conhecimento prévio e facilidade de acesso a medicamentos, sendo a adesão às recomendações independente dos fatores sociodemográficos. Indivíduos mais diferenciados apresentaram atitudes mais consistentes, destacando a importância de campanhas de educação em saúde.