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Via anterior directa na artroplastia da anca: Técnica cirúrgica e resultados preliminares

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Summary:A abordagem anterior directa constitui uma alternativa às clássicas abordagens transmusculares para a realização de artroplastia total da anca. Apresenta-se um estudo retrospectivo que avalia os resultados de 35 artroplastias totais da anca realizadas por via anterior directa , divididos entre 25 coxartroses primárias e 10 fracturas do colo do fémur. O tempo de seguimento médio no grupo das coxartroses primárias foi de 13,5 meses (6-24 meses) e no grupo das fracturas do colo do foi de 14,2 meses (7-21 meses). Verificou-se uma melhoria significativa na avaliação pelos scores funcionais entre o pré-operatório e o primeiro mês pós-operatório no grupo das coxartroses primárias, com uma melhoria ligeira do primeiro mês pós-operatório para os 6 meses pós-operatórios. No grupo das fracturas verificou-se uma melhoria evidente do primeiro mês pós-operatório para os 6 meses pós-operatórios. Este estudo vem confirmar a abordagem anterior directa como um procedimento seguro para todos os pacientes, com colocação precisa dos componentes e baixas taxas de complicações. Nesta abordagem intermuscular, o doente tem que recuperar apenas do procedimento cirúrgico, mas não da abordagem, o que permite uma recuperação precoce sem restrição de movimentos ou permissão de carga, com benefícios distintos para outcomes directamente focados nos pacientes.
Main Authors:Saraiva,Daniel
Other Authors:Sarmento,André; Sá,David; Almeida,Francisco; Costa,André; Freitas,Rolando
Subject:Anca artroplastia anterior técnica resultados
Year:2014
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:A abordagem anterior directa constitui uma alternativa às clássicas abordagens transmusculares para a realização de artroplastia total da anca. Apresenta-se um estudo retrospectivo que avalia os resultados de 35 artroplastias totais da anca realizadas por via anterior directa , divididos entre 25 coxartroses primárias e 10 fracturas do colo do fémur. O tempo de seguimento médio no grupo das coxartroses primárias foi de 13,5 meses (6-24 meses) e no grupo das fracturas do colo do foi de 14,2 meses (7-21 meses). Verificou-se uma melhoria significativa na avaliação pelos scores funcionais entre o pré-operatório e o primeiro mês pós-operatório no grupo das coxartroses primárias, com uma melhoria ligeira do primeiro mês pós-operatório para os 6 meses pós-operatórios. No grupo das fracturas verificou-se uma melhoria evidente do primeiro mês pós-operatório para os 6 meses pós-operatórios. Este estudo vem confirmar a abordagem anterior directa como um procedimento seguro para todos os pacientes, com colocação precisa dos componentes e baixas taxas de complicações. Nesta abordagem intermuscular, o doente tem que recuperar apenas do procedimento cirúrgico, mas não da abordagem, o que permite uma recuperação precoce sem restrição de movimentos ou permissão de carga, com benefícios distintos para outcomes directamente focados nos pacientes.