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Algumas considerações em torno das interpretações da construção ir + infinitivo com imperfeito

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho procura dar conta de diferentes interpretações associadas à estrutura ir + Infinitivo com Imperfeito no Português Europeu. Em particular, será feita uma distinção entre uma leitura quantificacional (habitual ou frequentativa), uma leitura prospetiva e uma leitura que designaremos como “hipotética”. Observaremos que a primeira destas interpretações exibe comportamentos linguísticos muito diversos das demais, nomeadamente no que respeita a restrições aspetuais e de agentividade e no que toca à possibilidade de projeção de sintagmas preposicionais encabeçados por a ou por para, pelo que argumentaremos em favor da existência de duas configurações autónomas para a sequência sob análise, uma em que ir preserva as suas propriedades lexicais de origem e outra em que funciona como um operador eminentemente temporal, podendo também veicular informação de natureza modal.
Autores principais:Cunha,Luís Filipe
Assunto:semântica tempo ir + infinitivo imperfeito
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O presente trabalho procura dar conta de diferentes interpretações associadas à estrutura ir + Infinitivo com Imperfeito no Português Europeu. Em particular, será feita uma distinção entre uma leitura quantificacional (habitual ou frequentativa), uma leitura prospetiva e uma leitura que designaremos como “hipotética”. Observaremos que a primeira destas interpretações exibe comportamentos linguísticos muito diversos das demais, nomeadamente no que respeita a restrições aspetuais e de agentividade e no que toca à possibilidade de projeção de sintagmas preposicionais encabeçados por a ou por para, pelo que argumentaremos em favor da existência de duas configurações autónomas para a sequência sob análise, uma em que ir preserva as suas propriedades lexicais de origem e outra em que funciona como um operador eminentemente temporal, podendo também veicular informação de natureza modal.