Publicação
História social da enfermagem brasileira: afrodescendentes e formação profissional pós-1930
| Resumo: | Pretende-se uma abordagem histórico-social da profissionalização da Enfermagem brasileira, tal como proposto pelo modelo oficial de ensino assumido como um dos resultados da Reforma Sanitária de 1920, cuja perspetiva excluía homens e mulheres afrodescendentes da profissão. Os objetivos visam a ampliar o debate em torno das representações construídas sobre afrodescendentes no Brasil após a Primeira República (1889-1930), bem como suas influências na formação da identidade profissional do enfermeiro. O método histórico, fundado em documentação primária, possibilitou considerar que teorias eugénicas vigentes à época atingiram formação e orientação profissional, cujo impacto forjou a identidade profissional centrada na imagem da mulher branca. O estudo concluiu que a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo redimensionou a enfermagem brasileira ao reintegrar homens e mulheres negras na formação profissional no Brasil. |
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| Autores principais: | Campos,Paulo Fernando de Souza |
| Assunto: | história da enfermagem educação em enfermagem identidade de género escolas de enfermagem |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Pretende-se uma abordagem histórico-social da profissionalização da Enfermagem brasileira, tal como proposto pelo modelo oficial de ensino assumido como um dos resultados da Reforma Sanitária de 1920, cuja perspetiva excluía homens e mulheres afrodescendentes da profissão. Os objetivos visam a ampliar o debate em torno das representações construídas sobre afrodescendentes no Brasil após a Primeira República (1889-1930), bem como suas influências na formação da identidade profissional do enfermeiro. O método histórico, fundado em documentação primária, possibilitou considerar que teorias eugénicas vigentes à época atingiram formação e orientação profissional, cujo impacto forjou a identidade profissional centrada na imagem da mulher branca. O estudo concluiu que a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo redimensionou a enfermagem brasileira ao reintegrar homens e mulheres negras na formação profissional no Brasil. |
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