Publicação
O Custo Oculto do Jornalismo Brasileiro: Precariedade e Violências Contra Mulheres na Profissão
| Resumo: | Resumo As crises e transformações do jornalismo na última década afetaram, de diversas formas, o trabalho dos jornalistas, em geral, e das mulheres, em particular. Neste artigo, observamos que dimensões da precarização e riscos ligados ao trabalho sobrecaem mais sobre as jornalistas brasileiras e como isso afeta a sua saúde física e mental. A investigação é feita a partir da comparação entre homens e mulheres, observando as condições de trabalho, a saúde e quais as violências sofridas por conta da atividade laboral. Fazemos isso com base na análise dos dados da pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro (Lima et al., 2022), um estudo demográfico que ouviu 3.100 pessoas entre agosto e outubro de 2021. O principal resultado demonstra que o cenário é negativo para ambos os gêneros, mas com as mulheres a sofrerem com particular intensidade os efeitos da crise do setor em todos os âmbitos, o que pode impulsionar o processo de desfeminilização ou diminuição do número de mulheres jornalistas, verificado na última década no país. Observou-se que as mulheres estão mais vulneráveis a problemas de saúde relacionados com o trabalho e a violências decorrentes do relacionamento interpessoal entre colegas e chefias, as quais podem ser mascaradas pelas rotinas e práticas profissionais; enquanto os jornalistas acabam mais expostos a agressores externos. |
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| Autores principais: | Nicoletti,Janara |
| Outros Autores: | Kikuti-Dancosky,Andressa; Mick,Jacques |
| Assunto: | mulheres jornalistas precarização do trabalho jornalismo e gênero crise do jornalismo Perfil do Jornalista Brasileiro |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Resumo As crises e transformações do jornalismo na última década afetaram, de diversas formas, o trabalho dos jornalistas, em geral, e das mulheres, em particular. Neste artigo, observamos que dimensões da precarização e riscos ligados ao trabalho sobrecaem mais sobre as jornalistas brasileiras e como isso afeta a sua saúde física e mental. A investigação é feita a partir da comparação entre homens e mulheres, observando as condições de trabalho, a saúde e quais as violências sofridas por conta da atividade laboral. Fazemos isso com base na análise dos dados da pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro (Lima et al., 2022), um estudo demográfico que ouviu 3.100 pessoas entre agosto e outubro de 2021. O principal resultado demonstra que o cenário é negativo para ambos os gêneros, mas com as mulheres a sofrerem com particular intensidade os efeitos da crise do setor em todos os âmbitos, o que pode impulsionar o processo de desfeminilização ou diminuição do número de mulheres jornalistas, verificado na última década no país. Observou-se que as mulheres estão mais vulneráveis a problemas de saúde relacionados com o trabalho e a violências decorrentes do relacionamento interpessoal entre colegas e chefias, as quais podem ser mascaradas pelas rotinas e práticas profissionais; enquanto os jornalistas acabam mais expostos a agressores externos. |
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