Publicação
A Lisboa cosmopolita e o fascínio da diversidade
| Resumo: | Neste texto interessa-me explorar a ideia segundo a qual o cosmopolitismo é mais do que uma condição urbana, do viver em comum com a diferença cultural, e que se transformou numa das linguagens da máquina de crescimento urbanístico e da sua configuração política. No âmbito das estratégias de governança urbana um tal cosmopolitismo é intrinsecamente territorializado, ou seja, estabelece interdependências com as dimensões simbólicas e económicas de um território específico. Para iluminar estas interdependências sirvo-me das políticas culturais e de marketização do lugar que incorporam a noção de vantagem da diversidade na cidade de Lisboa e em particular na zona do Eixo Almirante-Reis e Mouraria. Metodologicamente o texto recolhe contributos de uma constelação de actores-chave que compreende actores estatais, comerciantes de origem imigrante, e líderes associativos. Serve-se igualmente de um corpus de documentos e discursos oficiais que sustentam algumas das premissas propostas. Termino sugerindo um conjunto de domínios onde a diversidade cultural se integra em novas dinâmicas de reconhecimento que estruturam a noção da cidade cosmopolita. |
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| Autores principais: | Oliveira,Nuno |
| Assunto: | Cosmopolitismo diversidade cultural cultura pública territorialização turistificação governança |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Neste texto interessa-me explorar a ideia segundo a qual o cosmopolitismo é mais do que uma condição urbana, do viver em comum com a diferença cultural, e que se transformou numa das linguagens da máquina de crescimento urbanístico e da sua configuração política. No âmbito das estratégias de governança urbana um tal cosmopolitismo é intrinsecamente territorializado, ou seja, estabelece interdependências com as dimensões simbólicas e económicas de um território específico. Para iluminar estas interdependências sirvo-me das políticas culturais e de marketização do lugar que incorporam a noção de vantagem da diversidade na cidade de Lisboa e em particular na zona do Eixo Almirante-Reis e Mouraria. Metodologicamente o texto recolhe contributos de uma constelação de actores-chave que compreende actores estatais, comerciantes de origem imigrante, e líderes associativos. Serve-se igualmente de um corpus de documentos e discursos oficiais que sustentam algumas das premissas propostas. Termino sugerindo um conjunto de domínios onde a diversidade cultural se integra em novas dinâmicas de reconhecimento que estruturam a noção da cidade cosmopolita. |
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