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Desenvolvimento de estratégias de intervenção psicológica para a cessação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O risco de doenças associado ao consumo de tabaco é actualmente um dos problemas mais importantes de saúde pública. Para além da dependência fisiológica provocada pela nicotina, o consumo de tabaco também está relacionado com variáveis psicossociais que reforçam e mantém o comportamento de fumar, tornando-o repetitivo e automático nas mais diversas situações e contextos. Da maioria dos fumadores que desejam deixar de fumar sozinhos, só 5% tem êxito. Nos últimos tempos, têm-se verificado um aumento do número de estratégias, farmacológicas, de substituição e psicológicas, para fazer face a este problema. Dentro da última abordagem apresentam-se os primeiros dados de um programa de intervenção psicológica segundo o modelo proposto por E. Becoña (1993) numa perspectiva cognitivo-comportamental. O protocolo de tratamento para deixar de fumar, inserido na Consulta de Psicologia Clínica do Hospital Pedro Hispano, compreende 3 fases (avaliação, intervenção e seguimento) sendo composto por 6 sessões de intervenção individual, ou em grupo, e 4 sessões de acompanhamento. Os dados apresentados correspondem a uma amostra de 107 doentes. Dos doentes que completaram o tratamento, 43% ficou abstinente e os restantes 57% reduziram o consumo de cigarros por dia e os níveis de nicotina de forma significativa. Estes dados apontam para a eficácia deste tipo de intervenção multicomponencial, que abrange não só os aspectos fisiológicos do acto de fumar, mas também os seus aspectos comportamentais e psicossociais, pelo que se alerta para a pertinência da divulgação e expansão destes métodos de tratamento em serviços de saúde na comunidade.
Autores principais:Rosas,Manuel
Outros Autores:Baptista,Filipa
Assunto:Tabaco deixar de fumar factores de risco cardiovasculares intervenção psicológica estratégias não farmacológicas
Ano:2002
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O risco de doenças associado ao consumo de tabaco é actualmente um dos problemas mais importantes de saúde pública. Para além da dependência fisiológica provocada pela nicotina, o consumo de tabaco também está relacionado com variáveis psicossociais que reforçam e mantém o comportamento de fumar, tornando-o repetitivo e automático nas mais diversas situações e contextos. Da maioria dos fumadores que desejam deixar de fumar sozinhos, só 5% tem êxito. Nos últimos tempos, têm-se verificado um aumento do número de estratégias, farmacológicas, de substituição e psicológicas, para fazer face a este problema. Dentro da última abordagem apresentam-se os primeiros dados de um programa de intervenção psicológica segundo o modelo proposto por E. Becoña (1993) numa perspectiva cognitivo-comportamental. O protocolo de tratamento para deixar de fumar, inserido na Consulta de Psicologia Clínica do Hospital Pedro Hispano, compreende 3 fases (avaliação, intervenção e seguimento) sendo composto por 6 sessões de intervenção individual, ou em grupo, e 4 sessões de acompanhamento. Os dados apresentados correspondem a uma amostra de 107 doentes. Dos doentes que completaram o tratamento, 43% ficou abstinente e os restantes 57% reduziram o consumo de cigarros por dia e os níveis de nicotina de forma significativa. Estes dados apontam para a eficácia deste tipo de intervenção multicomponencial, que abrange não só os aspectos fisiológicos do acto de fumar, mas também os seus aspectos comportamentais e psicossociais, pelo que se alerta para a pertinência da divulgação e expansão destes métodos de tratamento em serviços de saúde na comunidade.