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Nós, comedores de sabão: a frágil racionalidade da clausura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Este artigo discute impasses ao processo de desinstitucionalizaçao da loucura a partir dos resultados de um censo em Residenciais Terapêuticos Privados de um município no sul do Brasil. Apreendidos enquanto asilos contemporâneos, ainda existentes a contrapelo da Lei e da política de saúde mental vigentes no país, reflete-se sobre o destino de vidas manicomializadas em tais estabelecimentos, consideradas vidas não passíveis de luto. Identificou-se que a intensificação da lógica manicomial resulta das forças contrarreformistas atualizadas no contexto da reforma psiquiátrica brasileira. Este movimento conservador é especialmente observado em práticas segregadoras em saúde mental relacionadas ao cuidado de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. A reflexão daí decorrente convoca à necessidade de construção de estratégias de reinvenção da luta antimanicomial mediante os desafios de nosso tempo, reafirmando o cuidado em liberdade como premissa inegociável.
Autores principais:Passos,Robert Filipe dos
Outros Autores:Paulon,Simone Mainieri
Assunto:Brasil desinstitucionalização da saúde mental hospitais psiquiátricos loucura política de saúde mental
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Este artigo discute impasses ao processo de desinstitucionalizaçao da loucura a partir dos resultados de um censo em Residenciais Terapêuticos Privados de um município no sul do Brasil. Apreendidos enquanto asilos contemporâneos, ainda existentes a contrapelo da Lei e da política de saúde mental vigentes no país, reflete-se sobre o destino de vidas manicomializadas em tais estabelecimentos, consideradas vidas não passíveis de luto. Identificou-se que a intensificação da lógica manicomial resulta das forças contrarreformistas atualizadas no contexto da reforma psiquiátrica brasileira. Este movimento conservador é especialmente observado em práticas segregadoras em saúde mental relacionadas ao cuidado de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. A reflexão daí decorrente convoca à necessidade de construção de estratégias de reinvenção da luta antimanicomial mediante os desafios de nosso tempo, reafirmando o cuidado em liberdade como premissa inegociável.