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Percepção ambiental dos moradores da cidade de São Vicente sobre os resíduos sólidos na Praia do Gonzaguinha, SP, Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É notável a importância da zona costeira, visto que cerca de 22% da população brasileira vive em municípios litorâneos. A poluição marinha e costeira tem sido amplamente estudada, pois trata-se de um problema ambiental, econômico e de saúde pública. Os resíduos sólidos são parte da poluição costeira e quando sua destinação é inadequada podem transmitir doenças infecciosas, impactar os ecossistemas marinhos e costeiros e comprometer a paisagem. O turismo representa grande importância econômica para a cidade de São Vicente, de modo que em alta temporada a população aumenta, bem como a produção de resíduos. A modificação da paisagem altera também a percepção ambiental, cujo estudo pode ser útil para nortear políticas públicas de acordo com as necessidades e preferências coletivas. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção ambiental dos trabalhadores e visitantes da praia do Gonzaguinha, em São Vicente (São Paulo), acerca dos resíduos sólidos utilizando o método de entrevistas. Foram entrevistadas 40 pessoas, sendo 20 trabalhadores e 20 visitantes da área de estudo. Os resultados apontam para uma percepção negativa dos entrevistados sobre o meio ambiente da praia pesquisada. A identificação de embalagens e restos de alimentos sugere que a fonte poluidora é o descarte incorreto de produtos consumidos pelos usuários da praia. Os entrevistados mostram-se cientes dos malefícios trazidos pela poluição e apontaram outros problemas como fezes e animais abandonados. Apenas doze entrevistados mencionaram a reciclagem em algumas das respostas, sendo seis trabalhadores e seis visitantes e, apesar disso, estes não incluíram nas ações individuais a separação dos materiais. Não houve menção de conceito de sustentabilidade e nem de redução de consumo como solução. O sentimento de topofobia identificado pela repulsa de um ambiente poluído pode afetar o turismo. De 40 pessoas, 21 apontaram que a população é responsável pela destinação correta dos resíduos, sugerindo que as outras não se sentem responsáveis pelo cuidado com resíduos produzidos. O comportamento proativo em outras respostas pode ser evidência da expressão de normas sociais em que a preocupação com a poluição inclui força moral. Ainda assim, a combinação das iniciativas individuais apresentadas neste trabalho e das políticas públicas a serem implementadas pelo governo podem resultar em uma estratégia eficiente da manutenção da paisagem reduzindo a quantidade de resíduos poluentes.
Autores principais:Fernandes,Luna Guimarães
Outros Autores:Sansolo,Davis Gruber
Assunto:Zona costeira praia preferência coletiva poluição lixo
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:É notável a importância da zona costeira, visto que cerca de 22% da população brasileira vive em municípios litorâneos. A poluição marinha e costeira tem sido amplamente estudada, pois trata-se de um problema ambiental, econômico e de saúde pública. Os resíduos sólidos são parte da poluição costeira e quando sua destinação é inadequada podem transmitir doenças infecciosas, impactar os ecossistemas marinhos e costeiros e comprometer a paisagem. O turismo representa grande importância econômica para a cidade de São Vicente, de modo que em alta temporada a população aumenta, bem como a produção de resíduos. A modificação da paisagem altera também a percepção ambiental, cujo estudo pode ser útil para nortear políticas públicas de acordo com as necessidades e preferências coletivas. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção ambiental dos trabalhadores e visitantes da praia do Gonzaguinha, em São Vicente (São Paulo), acerca dos resíduos sólidos utilizando o método de entrevistas. Foram entrevistadas 40 pessoas, sendo 20 trabalhadores e 20 visitantes da área de estudo. Os resultados apontam para uma percepção negativa dos entrevistados sobre o meio ambiente da praia pesquisada. A identificação de embalagens e restos de alimentos sugere que a fonte poluidora é o descarte incorreto de produtos consumidos pelos usuários da praia. Os entrevistados mostram-se cientes dos malefícios trazidos pela poluição e apontaram outros problemas como fezes e animais abandonados. Apenas doze entrevistados mencionaram a reciclagem em algumas das respostas, sendo seis trabalhadores e seis visitantes e, apesar disso, estes não incluíram nas ações individuais a separação dos materiais. Não houve menção de conceito de sustentabilidade e nem de redução de consumo como solução. O sentimento de topofobia identificado pela repulsa de um ambiente poluído pode afetar o turismo. De 40 pessoas, 21 apontaram que a população é responsável pela destinação correta dos resíduos, sugerindo que as outras não se sentem responsáveis pelo cuidado com resíduos produzidos. O comportamento proativo em outras respostas pode ser evidência da expressão de normas sociais em que a preocupação com a poluição inclui força moral. Ainda assim, a combinação das iniciativas individuais apresentadas neste trabalho e das políticas públicas a serem implementadas pelo governo podem resultar em uma estratégia eficiente da manutenção da paisagem reduzindo a quantidade de resíduos poluentes.