Publicação

Sedação Paliativa: A Prática Atual de uma Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Introdução: Em contextos de doença avançada, a sedação paliativa pode constituir uma intervenção necessária para o controlo de sintomas refratários às terapêuticas convencionais, proporcionando alívio do sofrimento. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo que incluiu todos os doentes acompanhados por uma equipa intra-hospitalar de cuidados paliativos e submetidos a sedação paliativa ao longo do ano de 2022. Resultados: Dos 484 doentes acompanhados, 55 (11%) foram submetidos a sedação paliativa. A maioria era do sexo masculino (69%), com uma idade média de 70 anos. A patologia oncológica foi predominante (71%), enquanto 26% apre-sentavam doença não oncológica. O principal motivo para a sedação foi a inquietação terminal (47%), sendo o midazolam o fármaco mais frequentemente utilizado. O tempo mediano até fim de vida foi de 32,5 horas, com 65% dos doentes a falecerem em menos de 48 horas. A comparação entre doentes com patologia oncológica e não oncológica não revelou diferenças estatisticamente significativas relativamente à idade, dose máxima de midazolam, mortalidade nas primeiras 48 horas após o início da sedação ou sobrevida média. Verificou-se uma tendência para o uso de doses superiores de midazolam nos doentes com neoplasia do pulmão. Conclusão: A sedação paliativa é uma intervenção terapêutica reservada a situações em que não se obtém controlo sintomático com as estratégias convencionais. São necessá-rios mais estudos para comparar as intervenções de sedação paliativa em diferentes contextos.
Autores principais:Araújo,Margarida
Outros Autores:Rocha,Céu; Oliveira,Hugo M.
Assunto:Cuidados Paliativos Cuidados Terminais Midazolam Sedação Profunda.
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Introdução: Em contextos de doença avançada, a sedação paliativa pode constituir uma intervenção necessária para o controlo de sintomas refratários às terapêuticas convencionais, proporcionando alívio do sofrimento. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo que incluiu todos os doentes acompanhados por uma equipa intra-hospitalar de cuidados paliativos e submetidos a sedação paliativa ao longo do ano de 2022. Resultados: Dos 484 doentes acompanhados, 55 (11%) foram submetidos a sedação paliativa. A maioria era do sexo masculino (69%), com uma idade média de 70 anos. A patologia oncológica foi predominante (71%), enquanto 26% apre-sentavam doença não oncológica. O principal motivo para a sedação foi a inquietação terminal (47%), sendo o midazolam o fármaco mais frequentemente utilizado. O tempo mediano até fim de vida foi de 32,5 horas, com 65% dos doentes a falecerem em menos de 48 horas. A comparação entre doentes com patologia oncológica e não oncológica não revelou diferenças estatisticamente significativas relativamente à idade, dose máxima de midazolam, mortalidade nas primeiras 48 horas após o início da sedação ou sobrevida média. Verificou-se uma tendência para o uso de doses superiores de midazolam nos doentes com neoplasia do pulmão. Conclusão: A sedação paliativa é uma intervenção terapêutica reservada a situações em que não se obtém controlo sintomático com as estratégias convencionais. São necessá-rios mais estudos para comparar as intervenções de sedação paliativa em diferentes contextos.