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O medo existencial no percurso hegemónico dos Estados Unidos da América

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Summary:Resumo Os Estados Unidos da América procuram, desde a sua fundação, garantias de segurança absoluta, respondendo a diferentes ameaças, independentemente da distribuição de poder no sistema internacional. Mas subsiste um paradoxo na forma como a grande potência norte-americana configura essas ameaças, definindo-as como existenciais mesmo que assimétricas. Argumenta-se neste artigo que a narrativa estratégica, que pode ser encontrada na história dos Estados Unidos, mas estruturada e institucionalizada multidimensionalmente pela Administração Truman face à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, define respostas posteriores, em ambientes pré-conflituais, como nos casos em análise: Iraque (1990), Afeganistão e Iraque (2001-2003). Pretende-se contribuir para uma nova leitura sobre essa narrativa e as suas consequências, através da teoria da gestão do terror.
Main Authors:Santos,Rui Henrique
Subject:hegemonia teoria da gestão do terror saliência da mortalidade.
Year:2024
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:Resumo Os Estados Unidos da América procuram, desde a sua fundação, garantias de segurança absoluta, respondendo a diferentes ameaças, independentemente da distribuição de poder no sistema internacional. Mas subsiste um paradoxo na forma como a grande potência norte-americana configura essas ameaças, definindo-as como existenciais mesmo que assimétricas. Argumenta-se neste artigo que a narrativa estratégica, que pode ser encontrada na história dos Estados Unidos, mas estruturada e institucionalizada multidimensionalmente pela Administração Truman face à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, define respostas posteriores, em ambientes pré-conflituais, como nos casos em análise: Iraque (1990), Afeganistão e Iraque (2001-2003). Pretende-se contribuir para uma nova leitura sobre essa narrativa e as suas consequências, através da teoria da gestão do terror.