Publicação
Pubalgia como uma das causas de dispareunia
| Resumo: | Objetivo: Relatar uma série de casos de mulheres portadoras de dispareunia, que não apresentavam causas ginecológicas ou emocionais e tiveram como diagnóstico diferencial a pubalgia. Métodos: Foram avaliadas 15 mulheres com idade entre 20 e 64 anos, média 33,1anos, estas apresentavam como queixa principal a dispareunia. Realizou-se história e exame físico, radiografias de pelve e ressonância nuclear magnética nos casos com radiografias normais. Após o diagnóstico foi indicado tratamento com antiinflamatório (cox 2), fisioterapia e infiltração com corticoesteróide nos casos refratários. Após 60 dias, avaliou-se as pacientes quanto a adesão ao tratamento e resultado clínico. Resultados: Na avaliação inicial constatou-se que 66,7% das pacientes eram sedentárias, 26,6% apresentavam cirurgia ginecológica prévia, 46,7% tinham história gestacional prévia e 66,7% apresentavam alterações radiográficas na sínfise púbica. Após 60 dias verificou-se que 73,3% realizaram o tratamento proposto, destas, 36,3% necessitaram infiltração com corticoesteróide. Na avaliação quanto à dispareunia, 80% se disseram curadas ou com melhora parcial. Na comparação entre os resultados obtidos após 60 dias e as variáveis em questão no estudo Fisher, verifica-se que a única variável que está significativamente associada com o resultado após 60 dias é: fisioterapia. Observa-se, para esta variável, que os pacientes Curados todos (100%) fizeram fisioterapia e os que permaneceram Igual, todos (100%) não realizaram fisioterapia (p=0,009). Conclusão: A pubalgia deve ser lembrada pelo profissional de saúde com uma das causas de dispareunia, evitando o não diagnóstico e retardo no tratamento. O tratamento conservador, apesar da amostra reduzida, apresentou resultados satisfatórios quando as pacientes aderiram ao tratamento. |
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| Autores principais: | Schuroff,Ademir |
| Outros Autores: | Pedroni,Marco; Deeke,Mark; Valério,Josieano; Vargas,Maria; Locks,Renato; Brandão,Raphael |
| Assunto: | pubalgia dispareunia mulheres osteíte púbica |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Objetivo: Relatar uma série de casos de mulheres portadoras de dispareunia, que não apresentavam causas ginecológicas ou emocionais e tiveram como diagnóstico diferencial a pubalgia. Métodos: Foram avaliadas 15 mulheres com idade entre 20 e 64 anos, média 33,1anos, estas apresentavam como queixa principal a dispareunia. Realizou-se história e exame físico, radiografias de pelve e ressonância nuclear magnética nos casos com radiografias normais. Após o diagnóstico foi indicado tratamento com antiinflamatório (cox 2), fisioterapia e infiltração com corticoesteróide nos casos refratários. Após 60 dias, avaliou-se as pacientes quanto a adesão ao tratamento e resultado clínico. Resultados: Na avaliação inicial constatou-se que 66,7% das pacientes eram sedentárias, 26,6% apresentavam cirurgia ginecológica prévia, 46,7% tinham história gestacional prévia e 66,7% apresentavam alterações radiográficas na sínfise púbica. Após 60 dias verificou-se que 73,3% realizaram o tratamento proposto, destas, 36,3% necessitaram infiltração com corticoesteróide. Na avaliação quanto à dispareunia, 80% se disseram curadas ou com melhora parcial. Na comparação entre os resultados obtidos após 60 dias e as variáveis em questão no estudo Fisher, verifica-se que a única variável que está significativamente associada com o resultado após 60 dias é: fisioterapia. Observa-se, para esta variável, que os pacientes Curados todos (100%) fizeram fisioterapia e os que permaneceram Igual, todos (100%) não realizaram fisioterapia (p=0,009). Conclusão: A pubalgia deve ser lembrada pelo profissional de saúde com uma das causas de dispareunia, evitando o não diagnóstico e retardo no tratamento. O tratamento conservador, apesar da amostra reduzida, apresentou resultados satisfatórios quando as pacientes aderiram ao tratamento. |
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