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Ensinar e Aprender com o Barro: Relatos de uma Educadora em Travessia
| Summary: | Resumo “Ensinar e Aprender com o Barro” é um ensaio em tom de relato autobiográfico, que percorre a minha trajetória como educadora e ceramista, refletindo sobre processos formativos na cerâmica, observando práticas e saberes de povos tradicionais. Neste texto, propõe-se uma reflexão crítica sobre o acesso à prática cerâmica no Brasil, pensando sobre diferenças entre a prática que desenvolvemos nos centros urbanos e as propostas pelas comunidades que tradicionalmente produzem esta linguagem como forma de sustento e resistência. A fim de tensionar este campo de ensino e aprendizagem, no compartilhamento e na construção coletiva de conhecimento, dialogamos com Paulo Freire, bell hooks, Muniz Sodré, Nego Bispo e outros pensadores, para subverter lógicas coloniais que estruturam tanto o campo da arte quanto o da educação. As artes do fogo, por meio do barro e da produção de cerâmica, podem ser território de confluência, por carregarem as memórias cosmológicas de diversos povos. Os relatos das propostas de aulas, cursos e encontros surgem como faísca compartilhada de orientações metodológicas, com a intenção de instigar e esperançar outros educadores que, assim como eu, buscam caminhos no presente através da observação de saberes e práticas ancestrais. O barro é uma materialidade mítica, coletiva e histórica. |
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| Main Authors: | Silva,Mariana de Araujo Alves da |
| Subject: | cerâmica educação saberes tradicionais autonomia |
| Year: | 2025 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | SciELO Portugal |
| Summary: | Resumo “Ensinar e Aprender com o Barro” é um ensaio em tom de relato autobiográfico, que percorre a minha trajetória como educadora e ceramista, refletindo sobre processos formativos na cerâmica, observando práticas e saberes de povos tradicionais. Neste texto, propõe-se uma reflexão crítica sobre o acesso à prática cerâmica no Brasil, pensando sobre diferenças entre a prática que desenvolvemos nos centros urbanos e as propostas pelas comunidades que tradicionalmente produzem esta linguagem como forma de sustento e resistência. A fim de tensionar este campo de ensino e aprendizagem, no compartilhamento e na construção coletiva de conhecimento, dialogamos com Paulo Freire, bell hooks, Muniz Sodré, Nego Bispo e outros pensadores, para subverter lógicas coloniais que estruturam tanto o campo da arte quanto o da educação. As artes do fogo, por meio do barro e da produção de cerâmica, podem ser território de confluência, por carregarem as memórias cosmológicas de diversos povos. Os relatos das propostas de aulas, cursos e encontros surgem como faísca compartilhada de orientações metodológicas, com a intenção de instigar e esperançar outros educadores que, assim como eu, buscam caminhos no presente através da observação de saberes e práticas ancestrais. O barro é uma materialidade mítica, coletiva e histórica. |
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