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A habitação das classes laboriosas: Espaços de residência operária na Lisboa do final do século XIX
| Summary: | No período final do século XIX o desenvolvimento industrial de Lisboa vai potenciar o crescimento demográfico e urbano da cidade. Estes fenómenos advêm do incremento das «classes laboriosas», nomeadamente as arroladas à produção fabril e oficinal, mas também do surgimento de núcleos habitacionais com diferentes tipologias. Os «pátios» e outros aglomerados residenciais, resultantes do aproveitamento de edifícios e espaços integrados na rede urbana preexistente, incorporavam comunidades social e laboralmente heterogéneas. As «vilas» e «bairros» operários, que por estarem integrados no espaço da fábrica e/ou pertencerem a um proprietário industrial, abrigavam comunidades de cariz bastante mais homogéneo, concebendo-se, assim, espaços sociais e urbanos diversos na Lisboa operária de então. Este artigo foca-se, portanto, na identificação dos espaços de habitação das «classes laboriosas» existentes em Lisboa na última década de Oitocentos, analisando, simultaneamente, a sua localização urbana, a distribuição de moradores por esses espaços e as suas condições de habitabilidade. |
|---|---|
| Main Authors: | Alcântara,Ana |
| Subject: | Lisboa Habitação Operariado Século XIX |
| Year: | 2020 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | SciELO Portugal |
| Summary: | No período final do século XIX o desenvolvimento industrial de Lisboa vai potenciar o crescimento demográfico e urbano da cidade. Estes fenómenos advêm do incremento das «classes laboriosas», nomeadamente as arroladas à produção fabril e oficinal, mas também do surgimento de núcleos habitacionais com diferentes tipologias. Os «pátios» e outros aglomerados residenciais, resultantes do aproveitamento de edifícios e espaços integrados na rede urbana preexistente, incorporavam comunidades social e laboralmente heterogéneas. As «vilas» e «bairros» operários, que por estarem integrados no espaço da fábrica e/ou pertencerem a um proprietário industrial, abrigavam comunidades de cariz bastante mais homogéneo, concebendo-se, assim, espaços sociais e urbanos diversos na Lisboa operária de então. Este artigo foca-se, portanto, na identificação dos espaços de habitação das «classes laboriosas» existentes em Lisboa na última década de Oitocentos, analisando, simultaneamente, a sua localização urbana, a distribuição de moradores por esses espaços e as suas condições de habitabilidade. |
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