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Violência entre pares na adolescência: Um estudo com estudantes no início e no final do 3.º ciclo do ensino básico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo propõe-se caraterizar comportamentos de violência entre pares, em função do nível de escolaridade, género e variáveis socioafetivas. Os participantes incluem uma amostra de 80 estudantes do 3.º ciclo do ensino básico (7.º - 9.º anos), avaliados com o QEVE, em dois momentos (7.º e 9.º anos). Os resultados demonstram que: i) as condutas de vitimação e agressão mais frequentes são a exclusão social e a agressão verbal; ii) a taxa de vitimação diminui do 7.º para o 9.º ano, enquanto a taxa de agressão mantém-se estável; iii) os rapazes encontram-se mais envolvidos em situações de bullying físico do que as raparigas; iv) o sentimento face à escola (i.e., gostar da escola) e a perceção de ter amigos revelam-se aspetos protetores especialmente importantes das condutas de vitimação e agressão entre os alunos do nível de escolaridade mais baixo. Estes resultados sugerem uma intervenção educativa diferenciada e orientada para a literacia socioemocional, destacando o papel dos pares na prevenção da violência escolar.
Autores principais:Rosário,Ana Cristina
Outros Autores:Candeias,Adelinda; Melo,Madalena
Assunto:Agressão Vitimação Bullying Escola Adolescentes
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este estudo propõe-se caraterizar comportamentos de violência entre pares, em função do nível de escolaridade, género e variáveis socioafetivas. Os participantes incluem uma amostra de 80 estudantes do 3.º ciclo do ensino básico (7.º - 9.º anos), avaliados com o QEVE, em dois momentos (7.º e 9.º anos). Os resultados demonstram que: i) as condutas de vitimação e agressão mais frequentes são a exclusão social e a agressão verbal; ii) a taxa de vitimação diminui do 7.º para o 9.º ano, enquanto a taxa de agressão mantém-se estável; iii) os rapazes encontram-se mais envolvidos em situações de bullying físico do que as raparigas; iv) o sentimento face à escola (i.e., gostar da escola) e a perceção de ter amigos revelam-se aspetos protetores especialmente importantes das condutas de vitimação e agressão entre os alunos do nível de escolaridade mais baixo. Estes resultados sugerem uma intervenção educativa diferenciada e orientada para a literacia socioemocional, destacando o papel dos pares na prevenção da violência escolar.