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Terapêutica Endovascular na Isquemia Mesentérica Aguda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Introdução: A isquémia mesentérica aguda é uma causa de ventre agudo associada a altas taxas de morbimortalidade. As recomendações atuais para tratamento inicial desta patologia incluem a revascularização endovascular ou cirúrgica, no entanto estas recomendações são baseadas em estudos retrospetivos com pequenas amostras. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão da literatura das técnicas de tratamento endovascular disponíveis, avaliando os seus resultados. Materiais e métodos: Em agosto de 2020 foi realizada uma pesquisa dos últimos 15 anos nas bases de dados PubMed e EMBASE, com recurso às palavras-chave "Mesenteric Ischemia [MeSH]", "Acute Disease [MeSH]", "Endovascular Procedures [MAJR]”, "Thrombectomy [MeSH]” e “Thrombolysis”. Foram excluídos artigos de revisão, revisões sistemáticas e meta-análises, guidelines, estudos de caso e artigos de opinião, estudos que não apresentassem pelo menos um dos outcomes pretendidos (sucesso técnico, sucesso clínico, taxa de recorrência, complicações e taxas de mortalidade) e artigos referentes a isquemia mesentérica de etiologia arterial com amostra inferior a 10 (n < 10). Resultados: De 482 registos inicialmente pesquisados foram incluídos 19 estudos nesta revisão, 14 referentes a isquémia mesentérica aguda de etiologia arterial e 5 a etiologia venosa. As taxas de sucesso técnico variaram entre 81 e 100% na etiologia arterial e foram de 100% na etiologia venosa, com sucesso clínico de 53 a 71,4% na etiologia arterial e de 87,5% a 100% na etiologia venosa. As taxas de mortalidade precoce variaram entre 9,5% e 44,7% na etiologia arterial e entre 0% a 12,5% na etiologia venosa. Conclusão: O uso de técnicas endovasculares mostrou ser uma opção viável no contexto de isquémia mesentérica aguda, contribuindo para uma melhoria nos outcomes desta patologia que continua a estar assocada a um prognóstico sombrio.
Autores principais:Lopes,Simão
Outros Autores:Donato,Paulo
Assunto:Mesenteric ischemia [MeSH] Acute disease [MeSH] Endovascular procedures [MAJR] Thrombectomy [MeSH] Thrombolysis.
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Introdução: A isquémia mesentérica aguda é uma causa de ventre agudo associada a altas taxas de morbimortalidade. As recomendações atuais para tratamento inicial desta patologia incluem a revascularização endovascular ou cirúrgica, no entanto estas recomendações são baseadas em estudos retrospetivos com pequenas amostras. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão da literatura das técnicas de tratamento endovascular disponíveis, avaliando os seus resultados. Materiais e métodos: Em agosto de 2020 foi realizada uma pesquisa dos últimos 15 anos nas bases de dados PubMed e EMBASE, com recurso às palavras-chave "Mesenteric Ischemia [MeSH]", "Acute Disease [MeSH]", "Endovascular Procedures [MAJR]”, "Thrombectomy [MeSH]” e “Thrombolysis”. Foram excluídos artigos de revisão, revisões sistemáticas e meta-análises, guidelines, estudos de caso e artigos de opinião, estudos que não apresentassem pelo menos um dos outcomes pretendidos (sucesso técnico, sucesso clínico, taxa de recorrência, complicações e taxas de mortalidade) e artigos referentes a isquemia mesentérica de etiologia arterial com amostra inferior a 10 (n < 10). Resultados: De 482 registos inicialmente pesquisados foram incluídos 19 estudos nesta revisão, 14 referentes a isquémia mesentérica aguda de etiologia arterial e 5 a etiologia venosa. As taxas de sucesso técnico variaram entre 81 e 100% na etiologia arterial e foram de 100% na etiologia venosa, com sucesso clínico de 53 a 71,4% na etiologia arterial e de 87,5% a 100% na etiologia venosa. As taxas de mortalidade precoce variaram entre 9,5% e 44,7% na etiologia arterial e entre 0% a 12,5% na etiologia venosa. Conclusão: O uso de técnicas endovasculares mostrou ser uma opção viável no contexto de isquémia mesentérica aguda, contribuindo para uma melhoria nos outcomes desta patologia que continua a estar assocada a um prognóstico sombrio.