Publicação

Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:As crescentes pressão e confluência da população humana nas zonas costeiras acarretam um processo contínuo e cada vez mais frequente de artificialização de áreas anteriormente naturais. Tal processo, quando associado a um planejamento e ordenamento deficiente ou ausente, ocasiona problemas como a degradação de ecossistemas e a saturação de infraestruturas urbanas. Nesse sentido, seu diagnóstico e sua análise se tornam indispensáveis para estabelecer áreas prioritárias para iniciativas de gestão costeira. A artificialização territorial surge como um dos resultados da concentração humana na costa e é entendida como a antropização dos espaços naturais. O grau de artificialização é, portanto, um indicador da influência do homem na transformação dos espaços naturais a artificiais. O presente trabalho tem como objetivo determinar o grau de artificialização das praias Brava de Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava de Punta del Este (Maldonado, Uruguai) e estabelecer relação entre este e o estágio de desenvolvimento no qual se encontram, a fim de subvencionar informação de caráter técnico para os processos de tomada de decisão. Para tal, imagens do satélite QuickBird para as praias mencionadas, georreferenciadas e disponíveis online como mapa base do software ArcGis® 10, foram adquiridas e tratadas, sobre as quais mapas de uso e cobertura do solo e de grau de artificialização foram elaborados. Dentro do grau de artificialização, as classes natural, médio e alto foram discriminadas, com valores de 41,8%, 41,7% e 16,5% para a praia brasileira, e 43,6%, 44,8% e 11,6% para a praia uruguaia. Os dados obtidos, cruzados com a revisão bibliográfica, demonstraram que as praias se classificam em estágio intermediário (Itajaí) e principal (Punta del Este) de desenvolvimento, ainda que possuam valores similares de artificialização. Como indicadores dos estágios, destaca-se que, para a primeira praia, algumas das maiores manchas de uso e cobertura são aquelas referentes a áreas de construção, enquanto que, para a segunda, essas manchas são alusivas às residências multifamiliares. Diferentes dinâmicas no histórico de ocupação e no desenvolvimento atual são, portanto, percebidas. Ademais, conclui-se que ambas as praias apresentam uma maior percentagem de cobertura do solo referente à soma de médio e alto graus de artificialização frente a espaços naturais, demonstrando uma antropização do espaço costeiro, que vem associada ao desenvolvimento do “turismo de sol e praia”.
Autores principais:Longarete,Camila
Outros Autores:Bombana,Briana A.; Mascarello,Marcela A.
Assunto:planejamento costeiro uso do solo praias
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
_version_ 1868441890501689344
author Longarete,Camila
author2 Bombana,Briana A.
Mascarello,Marcela A.
author2_role author
author
author_facet Longarete,Camila
Bombana,Briana A.
Mascarello,Marcela A.
author_role author
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Longarete,Camila\"},{\"Person.name\":\"Bombana,Briana A.\"},{\"Person.name\":\"Mascarello,Marcela A.\"}]
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Longarete,Camila
Bombana,Briana A.
Mascarello,Marcela A.
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
datacite.subjects.subject.fl_str_mv planejamento costeiro
uso do solo
praias
datacite.titles.title.fl_str_mv Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
dc.creator.none.fl_str_mv Longarete,Camila
Bombana,Briana A.
Mascarello,Marcela A.
dc.format.none.fl_str_mv text/html
dc.identifier.none.fl_str_mv http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-88722015000200009
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.publisher.none.fl_str_mv Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.source.none.fl_str_mv Revista de Gestão Costeira Integrada v.15 n.2 2015
dc.subject.none.fl_str_mv planejamento costeiro
uso do solo
praias
dc.title.fl_str_mv Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_6501
description As crescentes pressão e confluência da população humana nas zonas costeiras acarretam um processo contínuo e cada vez mais frequente de artificialização de áreas anteriormente naturais. Tal processo, quando associado a um planejamento e ordenamento deficiente ou ausente, ocasiona problemas como a degradação de ecossistemas e a saturação de infraestruturas urbanas. Nesse sentido, seu diagnóstico e sua análise se tornam indispensáveis para estabelecer áreas prioritárias para iniciativas de gestão costeira. A artificialização territorial surge como um dos resultados da concentração humana na costa e é entendida como a antropização dos espaços naturais. O grau de artificialização é, portanto, um indicador da influência do homem na transformação dos espaços naturais a artificiais. O presente trabalho tem como objetivo determinar o grau de artificialização das praias Brava de Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava de Punta del Este (Maldonado, Uruguai) e estabelecer relação entre este e o estágio de desenvolvimento no qual se encontram, a fim de subvencionar informação de caráter técnico para os processos de tomada de decisão. Para tal, imagens do satélite QuickBird para as praias mencionadas, georreferenciadas e disponíveis online como mapa base do software ArcGis® 10, foram adquiridas e tratadas, sobre as quais mapas de uso e cobertura do solo e de grau de artificialização foram elaborados. Dentro do grau de artificialização, as classes natural, médio e alto foram discriminadas, com valores de 41,8%, 41,7% e 16,5% para a praia brasileira, e 43,6%, 44,8% e 11,6% para a praia uruguaia. Os dados obtidos, cruzados com a revisão bibliográfica, demonstraram que as praias se classificam em estágio intermediário (Itajaí) e principal (Punta del Este) de desenvolvimento, ainda que possuam valores similares de artificialização. Como indicadores dos estágios, destaca-se que, para a primeira praia, algumas das maiores manchas de uso e cobertura são aquelas referentes a áreas de construção, enquanto que, para a segunda, essas manchas são alusivas às residências multifamiliares. Diferentes dinâmicas no histórico de ocupação e no desenvolvimento atual são, portanto, percebidas. Ademais, conclui-se que ambas as praias apresentam uma maior percentagem de cobertura do solo referente à soma de médio e alto graus de artificialização frente a espaços naturais, demonstrando uma antropização do espaço costeiro, que vem associada ao desenvolvimento do “turismo de sol e praia”.
dirty 0
eu_rights_str_mv openAccess
format article
id scielopt_f84df725c421c4e930f5b495f81c448e
identifier.url.fl_str_mv http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-88722015000200009
instacron_str SciELO
institution Fundação para a Ciência e Tecnologia
instname_str Fundação para a Ciência e Tecnologia
language por
network_acronym_str scielopt
network_name_str SciELO Portugal
oai_identifier_str oai:scielo:S1646-88722015000200009
organization_str_mv urn:organizationAcronym:scielo
person_str_mv Longarete,Camila
Bombana,Briana A.
Mascarello,Marcela A.
publishDate 2015
publisher.none.fl_str_mv Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos
reponame_str SciELO Portugal
repository_id_str urn:repositoryAcronym:scielopt
service_str_mv urn:repositoryAcronym:scielopt
spelling Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)Longarete,CamilaBombana,Briana A.Mascarello,Marcela A.planejamento costeirouso do solopraiasopen accesshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-88722015000200009URLhttp://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-88722015000200009URLHasVersion2015-06-01As crescentes pressão e confluência da população humana nas zonas costeiras acarretam um processo contínuo e cada vez mais frequente de artificialização de áreas anteriormente naturais. Tal processo, quando associado a um planejamento e ordenamento deficiente ou ausente, ocasiona problemas como a degradação de ecossistemas e a saturação de infraestruturas urbanas. Nesse sentido, seu diagnóstico e sua análise se tornam indispensáveis para estabelecer áreas prioritárias para iniciativas de gestão costeira. A artificialização territorial surge como um dos resultados da concentração humana na costa e é entendida como a antropização dos espaços naturais. O grau de artificialização é, portanto, um indicador da influência do homem na transformação dos espaços naturais a artificiais. O presente trabalho tem como objetivo determinar o grau de artificialização das praias Brava de Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava de Punta del Este (Maldonado, Uruguai) e estabelecer relação entre este e o estágio de desenvolvimento no qual se encontram, a fim de subvencionar informação de caráter técnico para os processos de tomada de decisão. Para tal, imagens do satélite QuickBird para as praias mencionadas, georreferenciadas e disponíveis online como mapa base do software ArcGis® 10, foram adquiridas e tratadas, sobre as quais mapas de uso e cobertura do solo e de grau de artificialização foram elaborados. Dentro do grau de artificialização, as classes natural, médio e alto foram discriminadas, com valores de 41,8%, 41,7% e 16,5% para a praia brasileira, e 43,6%, 44,8% e 11,6% para a praia uruguaia. Os dados obtidos, cruzados com a revisão bibliográfica, demonstraram que as praias se classificam em estágio intermediário (Itajaí) e principal (Punta del Este) de desenvolvimento, ainda que possuam valores similares de artificialização. Como indicadores dos estágios, destaca-se que, para a primeira praia, algumas das maiores manchas de uso e cobertura são aquelas referentes a áreas de construção, enquanto que, para a segunda, essas manchas são alusivas às residências multifamiliares. Diferentes dinâmicas no histórico de ocupação e no desenvolvimento atual são, portanto, percebidas. Ademais, conclui-se que ambas as praias apresentam uma maior percentagem de cobertura do solo referente à soma de médio e alto graus de artificialização frente a espaços naturais, demonstrando uma antropização do espaço costeiro, que vem associada ao desenvolvimento do “turismo de sol e praia”.Associação Portuguesa dos Recursos HídricosRevista de Gestão Costeira Integrada v.15 n.2 2015text/htmlporjournal articlehttp://purl.org/coar/resource_type/c_6501literature
spellingShingle Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
Longarete,Camila
planejamento costeiro
uso do solo
praias
status SINGLETON
subject.fl_str_mv planejamento costeiro
uso do solo
praias
title Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
title_full Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
title_fullStr Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
title_full_unstemmed Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
title_short Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
title_sort Análise do grau de artificialização: estudo de caso das Praias Brava, Itajaí (Santa Catarina, Brasil) e Brava, Punta del Este (Maldonado, Uruguai)
topic planejamento costeiro
uso do solo
praias
topic_facet planejamento costeiro
uso do solo
praias
url http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-88722015000200009
visible 1