| Resumo: | presente dissertação encontra-se organizada em três capítulos. O primeiro capítulo faz alusão à investigação desenvolvida no âmbito dos procedimentos e das medidas preconizadas em caso de extravasão de medicamentos intravenosos não citotóxicos, que que envolveu a realização de um questionário a vários hospitais portugueses e o desenvolvimento de um manual de atuação em caso de extravasão de injetáveis vesicantes não citotóxicos. Os resultados obtidos do questionário aplicado aos hospitais portugueses que representam 85,5% do peso relativo da despesa de medicamentos a nível hospitalar revelam a existência de vários hiatos. Apesar de metade dos serviços hospitalares inquiridos (7 em 14 hospitais) prepararem menos de 50 injetáveis não citotóxicos diariamente, nenhum deles possui um manual para uso interno de atuação em caso de extravasão de injetáveis vesicantes não citotóxicos, um kit de extravasão ou folhetos informativos para o doente. O questionário aplicado também permitiu a avaliação de alguns conhecimentos básicos relativamente à extravasão, constatando-se que a maioria dos serviços hospitalares inquiridos não tem conhecimento de como proceder caso ocorra um fenómeno de extravasão, necessitando consultar a literatura existente até à presente data. A seleção da informação existente pode ser um processo moroso e, consequentemente, contribuir para o aumento da morbilidade associada às lesões resultantes, comprovando-se que é de extrema importância a divulgação do manual desenvolvido a todos os profissionais de saúde envolvidos na terapia intravenosa (médicos, farmacêuticos e enfermeiros). O manual resultante deste projeto, de consulta rápida e fácil, apresenta na sua constituição diversas tabelas, wall charts de atuação para doentes pediátricos e adultos, um folheto informativo para o doente, sinalética e uma lista composta por 63 potenciais fármacos vesicantes não citotóxicos e tem como finalidade a padronização da atuação em caso de extravasão, nos diversos serviços hospitalares portugueses. O segundo capítulo retrata as atividades acompanhadas e desenvolvidas ao longo de 8 semanas (de 3 de fevereiro a 28 de março de 2014), nos serviços farmacêuticos do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. O terceiro e último capítulo faz referência às competências técnicas adquiridas e às atividades realizadas durante o estágio curricular em farmácia comunitária, que teve a duração de 12 semanas (de 31 de março a 20 de junho) e foi realizado na Farmácia Central do Sabugal. |