Publicação
Avaliação da doença mixomatosa da válvula mitral (DMVM) entre os estadios ACVIM B1 E B2, principais sinais clínicos e alterações ecocardiográficas : um estudo retrospetivo com 71 casos clínicos
| Resumo: | RESUMO - A Doença Mixomatosa da Válvula Mitral (DMVM) é a doença cardíaca adquirida mais comum no cão adulto, e uma das principais causas do estabelecimento de um quadro de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e que, pelo seu carácter crónico, tem um impacto negativo marcado na qualidade de vida dos animais afetados. O presente estudo teve como principal objetivo analisar, num conjunto de casos, o comportamento da DMVM nos estadios pré-clínicos (ACVIM B1 e B2) ao nível da evolução, bem como a sua caracterização clínica e avaliação de algumas variáveis ecocardiográficas entre os dois estadios assintomáticos da doença. Com este propósito foi avaliada uma amostra populacional, composta por 71 cães com DMVM seguidos no Hospital Veterinário do Atlântico. Os registos clínicos do exame de estado geral (EEG) e estudos ecocardiográficos, em dois momentos diferenciados, foram avaliados e os animais classificados nos estadios subclínicos da DMVM, com base no consenso do American College of Veterinary Internal Medicine (ACVIM) 2019. A amostra abrangeu 39 machos (55%) e 32 fêmeas (45%), com carácter heterogéneo analogamente à raça, uma média de idades de 9,93 +/- 2,70 anos e com o peso corporal compreendido entre 2,5 e 48,0 Kg (13,86 +/- 10,91 Kg). A amostra foi caracterizada consoante a evolução da DMVM, ao longo do tempo, e os animais alocados aos grupo B1 – B2, os quais evoluíram entre os dois estadios pré-clínicos da DMVM (14%, nB1-B2=10), grupo B1 - B1, aqueles que se mantiveram no estadio B1 entre monitorizações (21%, nB1-B1=15) e grupo B1SR, animais diagnosticados no estadio ACVIM B1 e com posterior evolução desconhecida (65%, nB1SR = 46). As características epidemiológicas da amostra n, tal como a evolução dos sinais clínicos e critérios ecocardiográficos da DMVM na amostra nB1-B2, foram alvo de análise estatística descritiva. Ao nível ecocardiográfico foram analisadas estatisticamente as variáveis relativas ao rácio Átrio Esquerdo: Aorta (AE:Ao) (t(9)= 9,12 com p < 0,001), Diâmetro Interno do Ventrículo Esquerdo em Diástole Normalizado para o Peso Corporal (LVIDd Normalizado) (t(9)= 2,64 com p = 0,027), Fração de Ejeção (%FE) (t(9)= 0,65 com p = 0,534) e Fração de Encurtamento (%FS) (t(9)= 0,69 com p = 0,510), com o nível de significância de p < 0,05. Os dois primeiros parâmetros ecocardiográficos supramencionados foram assim considerados bons indicadores de gravidade entre os dois estadios pré-clínicos da DMVM. Este estudo permitiu concluir que, na amostra analisada, existiu um bom paralelismo entre a maioria dos dados observados e a bibliografia atual, sendo que uma deteção precoce da DMVM e um bom acompanhamento, permite a aplicação de medidas terapêuticas oportunas para o prolongamento do período assintomático, atrasando o estabelecimento do quadro de insuficiência cardíaca |
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| Autores principais: | Rosa, Mariana Ferreira |
| Assunto: | DMVM Cão Estadios Pré-Clínicos Sinais Clínicos Ecocardiografia MMVD Canine Preclinical Stages Clinical Signs Echocardiography |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | RESUMO - A Doença Mixomatosa da Válvula Mitral (DMVM) é a doença cardíaca adquirida mais comum no cão adulto, e uma das principais causas do estabelecimento de um quadro de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e que, pelo seu carácter crónico, tem um impacto negativo marcado na qualidade de vida dos animais afetados. O presente estudo teve como principal objetivo analisar, num conjunto de casos, o comportamento da DMVM nos estadios pré-clínicos (ACVIM B1 e B2) ao nível da evolução, bem como a sua caracterização clínica e avaliação de algumas variáveis ecocardiográficas entre os dois estadios assintomáticos da doença. Com este propósito foi avaliada uma amostra populacional, composta por 71 cães com DMVM seguidos no Hospital Veterinário do Atlântico. Os registos clínicos do exame de estado geral (EEG) e estudos ecocardiográficos, em dois momentos diferenciados, foram avaliados e os animais classificados nos estadios subclínicos da DMVM, com base no consenso do American College of Veterinary Internal Medicine (ACVIM) 2019. A amostra abrangeu 39 machos (55%) e 32 fêmeas (45%), com carácter heterogéneo analogamente à raça, uma média de idades de 9,93 +/- 2,70 anos e com o peso corporal compreendido entre 2,5 e 48,0 Kg (13,86 +/- 10,91 Kg). A amostra foi caracterizada consoante a evolução da DMVM, ao longo do tempo, e os animais alocados aos grupo B1 – B2, os quais evoluíram entre os dois estadios pré-clínicos da DMVM (14%, nB1-B2=10), grupo B1 - B1, aqueles que se mantiveram no estadio B1 entre monitorizações (21%, nB1-B1=15) e grupo B1SR, animais diagnosticados no estadio ACVIM B1 e com posterior evolução desconhecida (65%, nB1SR = 46). As características epidemiológicas da amostra n, tal como a evolução dos sinais clínicos e critérios ecocardiográficos da DMVM na amostra nB1-B2, foram alvo de análise estatística descritiva. Ao nível ecocardiográfico foram analisadas estatisticamente as variáveis relativas ao rácio Átrio Esquerdo: Aorta (AE:Ao) (t(9)= 9,12 com p < 0,001), Diâmetro Interno do Ventrículo Esquerdo em Diástole Normalizado para o Peso Corporal (LVIDd Normalizado) (t(9)= 2,64 com p = 0,027), Fração de Ejeção (%FE) (t(9)= 0,65 com p = 0,534) e Fração de Encurtamento (%FS) (t(9)= 0,69 com p = 0,510), com o nível de significância de p < 0,05. Os dois primeiros parâmetros ecocardiográficos supramencionados foram assim considerados bons indicadores de gravidade entre os dois estadios pré-clínicos da DMVM. Este estudo permitiu concluir que, na amostra analisada, existiu um bom paralelismo entre a maioria dos dados observados e a bibliografia atual, sendo que uma deteção precoce da DMVM e um bom acompanhamento, permite a aplicação de medidas terapêuticas oportunas para o prolongamento do período assintomático, atrasando o estabelecimento do quadro de insuficiência cardíaca |
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