Publicação
África entre (consenso) Washington e (consenso) Pequim
| Resumo: | Desde a independência do continente, África tem recebido especial atenção para o seu desenvolvimento e crescimento. A primeira tentativa, através do denominado “Consenso de Washington”, foi trazida pelos países do Ocidente e focada em ideais de liberalização, desregulação e privatização. Estas ideias aplicadas em democracias tão recentes e Estados ainda frágeis demonstraram-se ineficazes. Este falhanço rompeu a já pouca confiança que o continente tinha para com os governos ocidentais e permitiu que novos atores no campo do desenvolvimento pudessem emergir, especialmente numa Cooperação Sul-Sul. A partir do novo século, a China começou a aprofundar as suas relações com o continente africano, apresentando-se como uma alternativa ao já fatigado modelo de desenvolvimento tradicional. A não-condicionalidade, o respeito e a história mútua anti-colonialista tornavam o gigante asiático um parceiro cativante para África. A China era assim colocada sobre escrutínio pelos tradicionais doadores quanto à forma como atuava no espaço africano. O Consenso de Pequim, assim denominado para contrastar o Consenso de Washington, viria a contestar a influência ocidental em África e contribuir para a bipolarização entre as duas principais potências. |
|---|---|
| Autores principais: | Azevedo, Américo Leandro Gonçalves |
| Assunto: | Consenso de Washington Consenso de Pequim Cooperação Sul-Sul Modelo Chinês África Transparência Washington Consensus Beijing Consensus South-South Cooperation Chinese Model Africa Transparency |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde a independência do continente, África tem recebido especial atenção para o seu desenvolvimento e crescimento. A primeira tentativa, através do denominado “Consenso de Washington”, foi trazida pelos países do Ocidente e focada em ideais de liberalização, desregulação e privatização. Estas ideias aplicadas em democracias tão recentes e Estados ainda frágeis demonstraram-se ineficazes. Este falhanço rompeu a já pouca confiança que o continente tinha para com os governos ocidentais e permitiu que novos atores no campo do desenvolvimento pudessem emergir, especialmente numa Cooperação Sul-Sul. A partir do novo século, a China começou a aprofundar as suas relações com o continente africano, apresentando-se como uma alternativa ao já fatigado modelo de desenvolvimento tradicional. A não-condicionalidade, o respeito e a história mútua anti-colonialista tornavam o gigante asiático um parceiro cativante para África. A China era assim colocada sobre escrutínio pelos tradicionais doadores quanto à forma como atuava no espaço africano. O Consenso de Pequim, assim denominado para contrastar o Consenso de Washington, viria a contestar a influência ocidental em África e contribuir para a bipolarização entre as duas principais potências. |
|---|