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Satisfação conjugal e parentalidade biológica e adoptiva

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Resumo:O presente estudo, pretendendo uma comparação entre famílias portuguesas biológicas e adoptivas, tem como objectivo analisar a percepção de Satisfação Conjugal e a sua respectiva influência nos Estilos Parentais praticados, com o intuito de compreender a teia de relações existente entre os domínios da Conjugalidade e da Parentalidade. Os 171 sujeitos que compõem a amostra, dos quais 99 com filhos biológicos e 72 com filhos adoptivos, responderam a um Questionário de dados Sócio Demográficos, à Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC) (Narciso, 2001) e a uma versão reduzida do Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP) (Robinson, Mandleco, Olsen & Hart, 2001). Identificada uma relação positiva e directa entre as variáveis em estudo, os dados obtidos indicam uma percepção elevada de satisfação conjugal para ambos os tipos de família, embora com valores não significativamente mais salientes para as famílias em circunstâncias adoptivas (tal como sugere a literatura). Como seria de esperar, associada a tais resultados surge uma predominância do estilo autoritativo quer para as famílias biológicas quer para as famílias adoptivas. Os resultados alcançados sugerem, ainda, um efeito do tipo de família quanto à utilização de um estilo parental autoritário. Este apresenta um valor menos evidente no caso das famílias biológicas, contrastando com o estilo permissivo que ocupa a mesma posição de menor preponderância no caso das famílias adoptivas.
Autores principais:Ferreira, Júlia Maria de Araújo
Assunto:Adopção Satisfação conjugal Parentalidade Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo, pretendendo uma comparação entre famílias portuguesas biológicas e adoptivas, tem como objectivo analisar a percepção de Satisfação Conjugal e a sua respectiva influência nos Estilos Parentais praticados, com o intuito de compreender a teia de relações existente entre os domínios da Conjugalidade e da Parentalidade. Os 171 sujeitos que compõem a amostra, dos quais 99 com filhos biológicos e 72 com filhos adoptivos, responderam a um Questionário de dados Sócio Demográficos, à Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC) (Narciso, 2001) e a uma versão reduzida do Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP) (Robinson, Mandleco, Olsen & Hart, 2001). Identificada uma relação positiva e directa entre as variáveis em estudo, os dados obtidos indicam uma percepção elevada de satisfação conjugal para ambos os tipos de família, embora com valores não significativamente mais salientes para as famílias em circunstâncias adoptivas (tal como sugere a literatura). Como seria de esperar, associada a tais resultados surge uma predominância do estilo autoritativo quer para as famílias biológicas quer para as famílias adoptivas. Os resultados alcançados sugerem, ainda, um efeito do tipo de família quanto à utilização de um estilo parental autoritário. Este apresenta um valor menos evidente no caso das famílias biológicas, contrastando com o estilo permissivo que ocupa a mesma posição de menor preponderância no caso das famílias adoptivas.