Publicação
Influência dos ambientes virtuais no estado emocional de crianças com doença oncológica
| Resumo: | A doença oncológica pediátrica em Portugal afeta anualmente, em média, cerca de 400 crianças e jovens. Nos dias que decorrem, a taxa de cura sobre a doença a nível pediátrico é 80% superior à de um adulto. Isto deve-se à eficácia dos métodos de diagnóstico e benevolência dos tratamentos, em que cerca de 90% das crianças sobrevivem. Uma criança que se encontra numa condição oncológica sofre grandes alterações na sua vida. Um internamento, num modo geral, acaba por ser aborrecido, complicado, onde o isolamento é presente e o negativismo dominante. Considera-se que algumas mudanças foram feitas para melhorar o internamento em alas pediátricas, como pinturas em paredes e a iluminação para harmonizar o espaço. Mas, mesmo assim, é sempre possível fazer um pouco mais para promover o pensamento positivo e a recuperação física da criança e fazer com que quase não pense na doença. Este projeto procurou levar até pacientes pediátricos oncológicos em ambiente hospitalar uma alternativa de fuga a partir da Realidade Virtual. O objetivo foi proporcionar novas experiências com implicações quer ao nível cognitivo quer emocional (relaxamento), criar uma experiência interativa em Realidade Virtual que criasse emoções positivas, diminuir o stress/ansiedade, minimizar os incómodos por vezes sentidos devido aos procedimentos médicos. Para este fim, seguiu-se uma metodologia mista. Iniciou-se com o método não intervencionista, com a revisão da literatura, onde foi possível estudar os fundamentos teóricos acerca do design de interação e emocional, de forma a explorar novas interações em meios imersivos e criar emoções positivas e desafiantes. Tentou-se entender como é que os ambientes virtuais são vistos em ambiente hospitalar pelas crianças com patologia oncológica. Realizaram-se também entrevistas e inquéritos a indivíduos que estão ou já estiveram numa situação oncológica bem com a interpretação de alguns estudos de casos. Num segundo momento, recorreu-se a uma metodologia intervencionista a partir da investigação ativa, onde se desenvolveu o projeto. Criou-se um conjunto de cenários virtuais capazes de potenciar o desenvolvimento psíquico e ajudar na estimulação de emoções e nível físico. |
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| Autores principais: | Lucas, Ricardo Daniel Sousa |
| Assunto: | Design imocional Design de Interação Imersão Ambientes virtuais Oncologia pediátrica Emotinal design Interaction Design Immersion Visual environments Oncology pediatric |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença oncológica pediátrica em Portugal afeta anualmente, em média, cerca de 400 crianças e jovens. Nos dias que decorrem, a taxa de cura sobre a doença a nível pediátrico é 80% superior à de um adulto. Isto deve-se à eficácia dos métodos de diagnóstico e benevolência dos tratamentos, em que cerca de 90% das crianças sobrevivem. Uma criança que se encontra numa condição oncológica sofre grandes alterações na sua vida. Um internamento, num modo geral, acaba por ser aborrecido, complicado, onde o isolamento é presente e o negativismo dominante. Considera-se que algumas mudanças foram feitas para melhorar o internamento em alas pediátricas, como pinturas em paredes e a iluminação para harmonizar o espaço. Mas, mesmo assim, é sempre possível fazer um pouco mais para promover o pensamento positivo e a recuperação física da criança e fazer com que quase não pense na doença. Este projeto procurou levar até pacientes pediátricos oncológicos em ambiente hospitalar uma alternativa de fuga a partir da Realidade Virtual. O objetivo foi proporcionar novas experiências com implicações quer ao nível cognitivo quer emocional (relaxamento), criar uma experiência interativa em Realidade Virtual que criasse emoções positivas, diminuir o stress/ansiedade, minimizar os incómodos por vezes sentidos devido aos procedimentos médicos. Para este fim, seguiu-se uma metodologia mista. Iniciou-se com o método não intervencionista, com a revisão da literatura, onde foi possível estudar os fundamentos teóricos acerca do design de interação e emocional, de forma a explorar novas interações em meios imersivos e criar emoções positivas e desafiantes. Tentou-se entender como é que os ambientes virtuais são vistos em ambiente hospitalar pelas crianças com patologia oncológica. Realizaram-se também entrevistas e inquéritos a indivíduos que estão ou já estiveram numa situação oncológica bem com a interpretação de alguns estudos de casos. Num segundo momento, recorreu-se a uma metodologia intervencionista a partir da investigação ativa, onde se desenvolveu o projeto. Criou-se um conjunto de cenários virtuais capazes de potenciar o desenvolvimento psíquico e ajudar na estimulação de emoções e nível físico. |
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