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Microbioma intestinal na saúde e na doença: obesidade e diabetes mellitus tipo 2

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O intestino humano abriga uma grande diversidade de microrganismos, estimados em centenas de milhões de células microbianas, sendo a maioria bactérias. Estes microrganismos, denominados de microbiota, interagem entre si e com o hospedeiro num ecossistema dinâmico de elevada complexidade - o microbioma intestinal. Esta comunidade inclui além das bactérias, Arqueas, fungos e algas. Existe uma relação mutualista entre a microbiota intestinal e o organismo humano. Por um lado, os microrganismos comensais desempenham funções essenciais à fisiologia do hospedeiro, como manutenção da homeostase energética, digestão e síntese de nutrientes, incluindo algumas vitaminas, e desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e regulação do sistema imunitário. Adicionalmente, atua como barreira contra agentes patogénicos e é crucial na manutenção da integridade da barreira intestinal. Por outro lado, o organismo humano fornece à microbiota um ambiente propício ao seu desenvolvimento e sobrevivência, rico em nutrientes e a uma temperatura constante. Por este motivo, alterações drásticas na composição e função da microbiota intestinal, definidas como disbiose intestinal, estão associadas a estados patológicos, como inflamação intestinal, obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e doenças auto-imunes. Várias estratégias têm mostrado benefícios em doenças como obesidade e diabetes mellitus tipo 2, através da modulação da microbiota intestinal. A administração de prebióticos, probióticos, pós-bióticos e simbióticos, assim como a modificação da dieta, transplante de microbiota fecal e a cirurgia bariátrica, são abordagens que têm tido sucesso nos outcomes clínicos das patologias metabólicas mencionadas, mostrando o papel central da microbiota na saúde e na doença.
Autores principais:Ferreira, Joana Filipa da Silva Caratão Fidalgo
Assunto:Microbiota intestinal Bactérias comensais Obesidade Diabetes mellitus tipo 2 Mestrado Integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O intestino humano abriga uma grande diversidade de microrganismos, estimados em centenas de milhões de células microbianas, sendo a maioria bactérias. Estes microrganismos, denominados de microbiota, interagem entre si e com o hospedeiro num ecossistema dinâmico de elevada complexidade - o microbioma intestinal. Esta comunidade inclui além das bactérias, Arqueas, fungos e algas. Existe uma relação mutualista entre a microbiota intestinal e o organismo humano. Por um lado, os microrganismos comensais desempenham funções essenciais à fisiologia do hospedeiro, como manutenção da homeostase energética, digestão e síntese de nutrientes, incluindo algumas vitaminas, e desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e regulação do sistema imunitário. Adicionalmente, atua como barreira contra agentes patogénicos e é crucial na manutenção da integridade da barreira intestinal. Por outro lado, o organismo humano fornece à microbiota um ambiente propício ao seu desenvolvimento e sobrevivência, rico em nutrientes e a uma temperatura constante. Por este motivo, alterações drásticas na composição e função da microbiota intestinal, definidas como disbiose intestinal, estão associadas a estados patológicos, como inflamação intestinal, obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e doenças auto-imunes. Várias estratégias têm mostrado benefícios em doenças como obesidade e diabetes mellitus tipo 2, através da modulação da microbiota intestinal. A administração de prebióticos, probióticos, pós-bióticos e simbióticos, assim como a modificação da dieta, transplante de microbiota fecal e a cirurgia bariátrica, são abordagens que têm tido sucesso nos outcomes clínicos das patologias metabólicas mencionadas, mostrando o papel central da microbiota na saúde e na doença.