Publicação
A Integração dos cuidados paliativos na gestão da insuficiência renal crónica
| Resumo: | Enquadramento: A prevalência da insuficiência renal crónica tem vindo a aumentar nos últimos anos, evoluindo frequentemente para insuficiência renal terminal, a qual confere uma taxa de mortalidade de cerca de 20 a 25% por ano. No entanto, a discussão dos cuidados em fim de vida é geralmente adiada ou evitada nestes doentes. Objetivo: Esta revisão sistemática da literatura procura comparar os outcomes obtidos nos doentes em tratamento de suporte, relativamente aos doentes em terapêutica renal de substituição. Método: Inclusão de 21 artigos científicos após pesquisa na base de dados Pubmed. Resultados: Em doentes com mais de 75 anos, com status funcional fraco ou elevada co-morbilidade, não há vantagem na sobrevivência da terapêutica renal de substituição em relação ao tratamento de suporte. Os doentes em tratamento de suporte raramente trocaram para a diálise e apresentaram menor taxa de hospitalização e de morte hospitalar do que doente em diálise. Conclusão: Independentemente da modalidade terapêutica escolhida, uma integração atempada e eficaz dos princípios dos cuidados paliativos na gestão da insuficiência renal crónica permite uma melhor prestação dos cuidados de fim de vida, com a obtenção de melhores outcomes. |
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| Autores principais: | Pinheiro, Renato Filipe do Amaral |
| Assunto: | Insuficiência renal crónica Terapêutica renal de substituição Cuidados paliativos |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Enquadramento: A prevalência da insuficiência renal crónica tem vindo a aumentar nos últimos anos, evoluindo frequentemente para insuficiência renal terminal, a qual confere uma taxa de mortalidade de cerca de 20 a 25% por ano. No entanto, a discussão dos cuidados em fim de vida é geralmente adiada ou evitada nestes doentes. Objetivo: Esta revisão sistemática da literatura procura comparar os outcomes obtidos nos doentes em tratamento de suporte, relativamente aos doentes em terapêutica renal de substituição. Método: Inclusão de 21 artigos científicos após pesquisa na base de dados Pubmed. Resultados: Em doentes com mais de 75 anos, com status funcional fraco ou elevada co-morbilidade, não há vantagem na sobrevivência da terapêutica renal de substituição em relação ao tratamento de suporte. Os doentes em tratamento de suporte raramente trocaram para a diálise e apresentaram menor taxa de hospitalização e de morte hospitalar do que doente em diálise. Conclusão: Independentemente da modalidade terapêutica escolhida, uma integração atempada e eficaz dos princípios dos cuidados paliativos na gestão da insuficiência renal crónica permite uma melhor prestação dos cuidados de fim de vida, com a obtenção de melhores outcomes. |
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