Publicação
Uma escola agrícola para a roça Porto Real
| Resumo: | Em São Tomé e Príncipe existe um património histórico-cultural que permanece esquecido. Ao se descobrir a sua paisagem natural intocada pelo Homem, vão sendo redescobertas ruínas de um passado colonial, hoje esquecido, mas agora, num estado de equilíbrio com a natureza. É nesta descoberta que surge o caso de estudo da roça Porto Real, num ponto central que separa o lado Norte “humanizado”, do lado Sul, entrada do Parque Natural do Ôbo, na Ilha do Príncipe Apesar da fertilidade destes terrenos vulcânicos, a cultura agrícola é virada para o exterior e não para o interior do país. É neste sentido que este trabalho tem como objectivos principais, o reconhecimento das potencialidades agrícolas e do valor histórico-cultural da roça Porto Real. Por isso, pretende-se conservar, reutilizar e reabilitar este património histórico de maneira a reintroduzir uma funcionalidade contemporânea que apoie o desenvolvimento socio-cultural da população local. O (re)desenho urbano-rural da roça Porto Real foi desenvolvido com base nos seus elementos primários, uma metodologia projectual necessária para poder intervir no local. Após a identificação e análise da estrutura arquitectónica que compõe a roça, foram traçados os objectivos para solucionar estas problemáticas. Isto traduz-se no realojamento da população residente em melhores soluções habitacionais e na introdução de equipamentos comunitários necessários para a auto-sustentação desta roça. Por fim, passa também pela introdução, na roça, actualmente existente, de um elemento urbano-rural – a Escola Agrícola - unificador que irá servir a população local e, possivelmente, sua envolvente, unindo as três principais vertentes desta estrutura: a agricultura; a biodiversidade endémica e a sua identidade cultural, tendo como finalidade em providenciar uma possível solução que poderá impulsionar o surgimento de uma cultura agrícola endógena. |
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| Autores principais: | Oliveira, Francisco Rodil Santos Graça de |
| Assunto: | São Tomé e Príncipe Património Arquitectura tropical Planeamento ecológico Simbiose São Tomé and Príncipe Heritage Tropical architecture Ecological planning Symbiosis |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em São Tomé e Príncipe existe um património histórico-cultural que permanece esquecido. Ao se descobrir a sua paisagem natural intocada pelo Homem, vão sendo redescobertas ruínas de um passado colonial, hoje esquecido, mas agora, num estado de equilíbrio com a natureza. É nesta descoberta que surge o caso de estudo da roça Porto Real, num ponto central que separa o lado Norte “humanizado”, do lado Sul, entrada do Parque Natural do Ôbo, na Ilha do Príncipe Apesar da fertilidade destes terrenos vulcânicos, a cultura agrícola é virada para o exterior e não para o interior do país. É neste sentido que este trabalho tem como objectivos principais, o reconhecimento das potencialidades agrícolas e do valor histórico-cultural da roça Porto Real. Por isso, pretende-se conservar, reutilizar e reabilitar este património histórico de maneira a reintroduzir uma funcionalidade contemporânea que apoie o desenvolvimento socio-cultural da população local. O (re)desenho urbano-rural da roça Porto Real foi desenvolvido com base nos seus elementos primários, uma metodologia projectual necessária para poder intervir no local. Após a identificação e análise da estrutura arquitectónica que compõe a roça, foram traçados os objectivos para solucionar estas problemáticas. Isto traduz-se no realojamento da população residente em melhores soluções habitacionais e na introdução de equipamentos comunitários necessários para a auto-sustentação desta roça. Por fim, passa também pela introdução, na roça, actualmente existente, de um elemento urbano-rural – a Escola Agrícola - unificador que irá servir a população local e, possivelmente, sua envolvente, unindo as três principais vertentes desta estrutura: a agricultura; a biodiversidade endémica e a sua identidade cultural, tendo como finalidade em providenciar uma possível solução que poderá impulsionar o surgimento de uma cultura agrícola endógena. |
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