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Refugiados, fronteiras e imagem:contributos a partir da etnografia visual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crise dos refugiados despoletou a corrida às fronteiras por parte dos meios de comunicação social. São estes que, através da sua própria perspetiva, divulgam através de imagens os acontecimentos, criando consequentemente uma representação dos “refugiados” através dessas mesmas imagens. A tendência representativa deste fenómeno assenta numa perspetiva monocular, que influencia a opinião coletiva, vincando a relação entre o “eu” e o “outro”. Uma primeira pessoa fotografa para uma segunda pessoa sobre uma terceira pessoa. Neste sentido, a perspetiva monocular chama à discussão o olhar panótico de Michel Foucault, pois a terceira pessoa, o “refugiado”, é vista sem ter a oportunidade de ver, sem ter a oportunidade de se “defender” da representação que lhe é atribuída. Como consequência, a constante reprodução de imagens torna o fenómeno universal aos olhos de quem as vê. Esta regularidade fomenta a banalização do fenómeno, evocando na opinião coletiva a aceitação e, posteriormente, a perpetuação da Bare-Life. O objetivo da presente investigação é o de, recorrendo à pesquisa etnográfica, identificar as principais caraterísticas desta representação e aferir da sua coincidência com a autorrepresentação dos refugiados e de outros que estiveram em alguns dos principais palcos da chamada ‘crise de refugiados’.
Autores principais:Carapeto, Adriana Mafalda Quintino
Assunto:Refugiados Representações Antropologia visual Perspetiva Monocular Olhar panótico Bare-life Refugees Representation Visual Anthropology Monocular Perspective Panopticon Bare-Life
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A crise dos refugiados despoletou a corrida às fronteiras por parte dos meios de comunicação social. São estes que, através da sua própria perspetiva, divulgam através de imagens os acontecimentos, criando consequentemente uma representação dos “refugiados” através dessas mesmas imagens. A tendência representativa deste fenómeno assenta numa perspetiva monocular, que influencia a opinião coletiva, vincando a relação entre o “eu” e o “outro”. Uma primeira pessoa fotografa para uma segunda pessoa sobre uma terceira pessoa. Neste sentido, a perspetiva monocular chama à discussão o olhar panótico de Michel Foucault, pois a terceira pessoa, o “refugiado”, é vista sem ter a oportunidade de ver, sem ter a oportunidade de se “defender” da representação que lhe é atribuída. Como consequência, a constante reprodução de imagens torna o fenómeno universal aos olhos de quem as vê. Esta regularidade fomenta a banalização do fenómeno, evocando na opinião coletiva a aceitação e, posteriormente, a perpetuação da Bare-Life. O objetivo da presente investigação é o de, recorrendo à pesquisa etnográfica, identificar as principais caraterísticas desta representação e aferir da sua coincidência com a autorrepresentação dos refugiados e de outros que estiveram em alguns dos principais palcos da chamada ‘crise de refugiados’.