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Antineoplásicos - terapêutica actual e desenvolvimento de resistências

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O desenvolvimento de resistências aos fármacos utilizados no tratamento do cancro é um dos grandes problemas da oncologia clínica, visto que existe um número significativo de doentes que não respondem aos agentes terapêuticos. Os antineoplásicos dividem-se em diferentes grupos, nomeadamente antimetabolitos, inibidores das topoisomerases, agentes que se intercalam no DNA, agentes que interferem com a tubulina, agentes alquilantes do DNA e inibidores da tirosina cinase. Nos tumores hormono-dependentes, a terapêutica hormonal é geralmente efetiva. Contudo, o desenvolvimento de resistências é também comum. Neste trabalho serão abordadas a evolução e atividade farmacológica destes fármacos, os mecanismos através dos quais as células cancerígenas se tornam resistentes, bem como as estratégias que têm vindo a ser desenvolvidas para contornar a resistência à terapêutica. Vários estudos foram desenvolvidos para se compreender os mecanismos moleculares associados à resistência, a fim de se desenvolverem fármacos mais eficazes. Além disso, várias novas abordagens terapêuticas estão também em desenvolvimento. Por exemplo, os inibidores dos transportadores ABC, podem reverter ou prevenir o mecanismo de resistência a múltiplos fármacos, resultante da sobre-expressão destes transportadores. Agentes antiangiogénicos e inibidores da via Hedgehog, são outras novas abordagens, e, alguns desses fármacos foram recentemente aprovados. Dados atuais revelaram que os microRNAs desempenham um papel importante na regulação da sensibilidade ao fármaco das células tumorais, pelo que esta poderá ser uma estratégia a adotar na resistência à quimioterapia.
Autores principais:Iquebal, Naila Mahomed
Assunto:Antineoplásicos Contornar a Resistência ao Cancro Mestrado Integrado - 2013 Quimioterapia Resistência a múltiplos Fármacos Resistência aos fármacos usados no cancro Tratamento do Cancro
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O desenvolvimento de resistências aos fármacos utilizados no tratamento do cancro é um dos grandes problemas da oncologia clínica, visto que existe um número significativo de doentes que não respondem aos agentes terapêuticos. Os antineoplásicos dividem-se em diferentes grupos, nomeadamente antimetabolitos, inibidores das topoisomerases, agentes que se intercalam no DNA, agentes que interferem com a tubulina, agentes alquilantes do DNA e inibidores da tirosina cinase. Nos tumores hormono-dependentes, a terapêutica hormonal é geralmente efetiva. Contudo, o desenvolvimento de resistências é também comum. Neste trabalho serão abordadas a evolução e atividade farmacológica destes fármacos, os mecanismos através dos quais as células cancerígenas se tornam resistentes, bem como as estratégias que têm vindo a ser desenvolvidas para contornar a resistência à terapêutica. Vários estudos foram desenvolvidos para se compreender os mecanismos moleculares associados à resistência, a fim de se desenvolverem fármacos mais eficazes. Além disso, várias novas abordagens terapêuticas estão também em desenvolvimento. Por exemplo, os inibidores dos transportadores ABC, podem reverter ou prevenir o mecanismo de resistência a múltiplos fármacos, resultante da sobre-expressão destes transportadores. Agentes antiangiogénicos e inibidores da via Hedgehog, são outras novas abordagens, e, alguns desses fármacos foram recentemente aprovados. Dados atuais revelaram que os microRNAs desempenham um papel importante na regulação da sensibilidade ao fármaco das células tumorais, pelo que esta poderá ser uma estratégia a adotar na resistência à quimioterapia.