Publicação

Efeito da fertilização azotada de viveiro na produção precoce de primavera em lançamentos long cane de duas variedades de framboesa remontante: Kweli e Imara

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal, a tecnologia de produção em lançamentos long cane é utilizada na produção precoce de primavera. A fertilização azotada de viveiro pode influenciar o crescimento dos lançamentos em viveiro e o armazenamento de reservas de azoto nas raízes necessárias para o crescimento após plantação. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados do efeito da fertilização azotada de viveiro no crescimento e na produção precoce de primavera em lançamentos long cane. Plantas das variedades ‘Kweli’ e ‘Imara’ produzidas em vaso e sujeitas no primeiro ano de crescimento a 9 diferentes tratamentos de fertilização azotada com variações no nível de azoto mineral (125, 175 e 225 mg L-1) e na percentagem de azoto amoniacal (8, 16 ou 24 %), foram armazenadas em câmara frigorífica durante um período de 21 dias a 0-2 °C, transplantadas para o solo e em túnel no final de janeiro e acompanhadas durante o período de colheita, entre maio e junho. O aumento do nível de azoto na fertilização de viveiro conduziu a um aumento do teor de azoto e fósforo nas raízes após o período de dormência e ao aumento do teor de azoto nos substratos. No entanto, os diferentes tratamentos de fertilização de viveiro não tiveram influência nos componentes de rendimento e estruturais da planta, nem no peso final da produção. As variedades apresentaram uma produção potencial semelhante, com uma produção por lançamento satisfatória, tendo a variedade ‘Kweli’ produzido ao nível comercial 1,8 kg m-2 e a variedade ‘Imara’ 1,6 kg m-2. De acordo com os resultados, conclui-se que, para as condições do ensaio e para os níveis de fertilização estudados, não se justifica a utilização de soluções nutritivas com concentrações de azoto (N) superiores a 125 mg L-1, sendo recomendado que, em estudos futuros, sejam testados níveis de azoto mais baixos, e que sejam utilizados inibidores de nitrificação junto com a fertilização, no sentido de compreender melhor o efeito do azoto amoniacal neste sistema
Autores principais:Gôja, Sara H.
Outros Autores:Ribeiro, Henrique M.; Oliveira, Pedro B.
Assunto:Rubus idaeus azoto amónio cultura protegida produção precoce
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal, a tecnologia de produção em lançamentos long cane é utilizada na produção precoce de primavera. A fertilização azotada de viveiro pode influenciar o crescimento dos lançamentos em viveiro e o armazenamento de reservas de azoto nas raízes necessárias para o crescimento após plantação. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados do efeito da fertilização azotada de viveiro no crescimento e na produção precoce de primavera em lançamentos long cane. Plantas das variedades ‘Kweli’ e ‘Imara’ produzidas em vaso e sujeitas no primeiro ano de crescimento a 9 diferentes tratamentos de fertilização azotada com variações no nível de azoto mineral (125, 175 e 225 mg L-1) e na percentagem de azoto amoniacal (8, 16 ou 24 %), foram armazenadas em câmara frigorífica durante um período de 21 dias a 0-2 °C, transplantadas para o solo e em túnel no final de janeiro e acompanhadas durante o período de colheita, entre maio e junho. O aumento do nível de azoto na fertilização de viveiro conduziu a um aumento do teor de azoto e fósforo nas raízes após o período de dormência e ao aumento do teor de azoto nos substratos. No entanto, os diferentes tratamentos de fertilização de viveiro não tiveram influência nos componentes de rendimento e estruturais da planta, nem no peso final da produção. As variedades apresentaram uma produção potencial semelhante, com uma produção por lançamento satisfatória, tendo a variedade ‘Kweli’ produzido ao nível comercial 1,8 kg m-2 e a variedade ‘Imara’ 1,6 kg m-2. De acordo com os resultados, conclui-se que, para as condições do ensaio e para os níveis de fertilização estudados, não se justifica a utilização de soluções nutritivas com concentrações de azoto (N) superiores a 125 mg L-1, sendo recomendado que, em estudos futuros, sejam testados níveis de azoto mais baixos, e que sejam utilizados inibidores de nitrificação junto com a fertilização, no sentido de compreender melhor o efeito do azoto amoniacal neste sistema