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A pedra maciça na arquitetura - habitação coletiva, Bela Flor

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Resumo:Este projeto surge no seguimento do trabalho realizado na unidade curricular de laboratório de projeto VI, que irá criar uma ponte entre os projetos de naturalização do Vale de Alcântara e os projetos urbanísticos do Bairro da Bela Flor. A pedra foi um dos elemento-chave para desenvolvimento deste trabalho, devido as suas características e ligação com o local do projeto, centra-se principalmente na integração com o existente, valorizando a interação comunitária, relembrando o passado, olhando para o futuro e visando criar uma experiência entre a cidade e a natureza. A pedra é uma matéria-prima que sempre foi utilizada na construção de estruturas, desde os nossos primórdios, foi a base na construção de edifícios, monumentos e de grandes obras arquitetónicas. Permaneceu na idade média, sendo uma matéria-prima ainda bastante utilizada. Com a chegada da revolução industrial, surgiram novas matérias que foram ganhando espaço na construção, tornando o uso da pedra especificamente em monumentos e edifícios públicos. No século XX com a evolução das novas tecnologias a pedra ganhou outra vida na construção, a sua versatilidade possibilitou novas formas de uso. Atualmente é uma matéria-prima que pelas suas características como a resistência, durabilidade, isolamento acústico, eficiência energética e estética tem muito valor na construção, a sua utilização na arquitetura contemporânea tem sido cada vez mais ampla. O conceito de habitação coletiva envolve a concentração de múltiplas tipologias habitacionais num único edifício residencial com espaços comuns partilhados. Os edifícios são normalmente altos para maximizar o espaço urbano e fornecer soluções mais eficientes e sustentáveis. A história do Vale de Alcântara é marcada pela indústria da cidade de Lisboa no século XIX. A construção das fábricas foi impulsionada pelo aumento da procura de produtos manufaturados de Lisboa e pela expansão das atividades portuárias, isto desencadeou uma transformação urbana no Vale de Alcântara afetando a paisagem da região. À medida que as pessoas cresciam e se mudavam para a área, novos edifícios industriais foram construídos repentinamente, a integração de novas infraestruturas resultou na redução dos espaços verdes visíveis no século XVIII. O símbolo do vale é a ribeira de Alcântara, um curso de água natural muito importante que dava vida à agricultura e a outras atividades locais. Através deste trabalho pode-se compreender a importância do Vale de Alcântara para a cidade de Lisboa e a urgência da sua renaturalização. Na era atual de rápida transformação local, é importante compreender verdadeiramente as necessidades da população e da própria cidade. Também com o trabalho desenvolvido podemos reconhecer que a pedra natural continua a ser um elemento importante na arquitetura contemporânea, não só como peça decorativa, mas também como elemento estrutural. A combinação com a madeira tem um enorme potencial em futuras construções e na arquitetura. Estes dois materiais naturais apresentam-se de forma sustentável, reduzindo a utilização de betão e contribuindo para uma baixa pegada de carbono. No cerne deste trabalho podemos ainda reconhecer que, além da materialidade, a flexibilidade dos espaços dentro e fora da habitação também se torna cada vez mais importante, a interação entre os espaços e a adaptação de cada tipologia são importantes para os ocupantes.
Autores principais:Borges, Cláudio Landim
Assunto:pedra habitação Vale de Alcântara memória vivências Bela Flor
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
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