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Diferenciação pedagógica : um estudo com alunos do 9.º ano de escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo visa compreender de que modo uma metodologia de trabalho em sala de aula, promovendo a diferenciação pedagógica simultânea, em grupos de alunos, formados segundo o “tipo de erro” que cometem na realização de uma tarefa, contribui para a aprendizagem dos alunos. Para tal foram formuladas as seguintes questões: “Quais os principais fatores que contribuem para a aprendizagem neste contexto? Quais as principais dificuldades que emergem neste contexto de trabalho? O contributo deste método varia com a tipologia de erros? Como reagem os alunos a esta forma de trabalhar? Foi construído um modelo de trabalho, constituído por duas fases, a primeira individual e a segunda em grupo, que foi aplicado numa turma do 9.º ano de escolaridade. Este modelo foi desenvolvido em quatro tarefas, ao longo de um ano letivo. Seguindo uma metodologia de natureza qualitativa, os dados foram recolhidos recorrendo à observação de aulas (gravação áudio do trabalho dos grupos, completada com registos da professora), e à recolha documental (produções dos alunos em ambas as fases). Os erros cometidos pelos alunos, na 1.ª fase foram categorizados e foi feita uma análise da evolução do trabalho dos alunos. Os resultados obtidos evidenciam que os alunos reagiram bem a esta forma de trabalhar, superando, na grande maioria das vezes, o erro cometido inicialmente. Existiram erros para os quais o modelo implementado teve efeitos mais positivos nas aprendizagens matemáticas dos alunos do que noutros. De facto, os erros cometidos com base nas capacidades transversais – raciocínio e comunicação – foram mais facilmente superados e conduziram a uma maior evolução dos alunos. Nalguns casos, sobretudo naqueles em que a primeira produção estava praticamente em branco, os alunos, na 2.ª fase, acabaram por cair num outro tipo de erros também categorizado neste estudo.
Autores principais:Tudella, Ana Cristina de Abreu Silva de Sousa, 1969-
Assunto:Avaliação formativa Diferenciação pedagógica Trabalho em grupo (Método Pedagógico) Relatórios de estágio de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo visa compreender de que modo uma metodologia de trabalho em sala de aula, promovendo a diferenciação pedagógica simultânea, em grupos de alunos, formados segundo o “tipo de erro” que cometem na realização de uma tarefa, contribui para a aprendizagem dos alunos. Para tal foram formuladas as seguintes questões: “Quais os principais fatores que contribuem para a aprendizagem neste contexto? Quais as principais dificuldades que emergem neste contexto de trabalho? O contributo deste método varia com a tipologia de erros? Como reagem os alunos a esta forma de trabalhar? Foi construído um modelo de trabalho, constituído por duas fases, a primeira individual e a segunda em grupo, que foi aplicado numa turma do 9.º ano de escolaridade. Este modelo foi desenvolvido em quatro tarefas, ao longo de um ano letivo. Seguindo uma metodologia de natureza qualitativa, os dados foram recolhidos recorrendo à observação de aulas (gravação áudio do trabalho dos grupos, completada com registos da professora), e à recolha documental (produções dos alunos em ambas as fases). Os erros cometidos pelos alunos, na 1.ª fase foram categorizados e foi feita uma análise da evolução do trabalho dos alunos. Os resultados obtidos evidenciam que os alunos reagiram bem a esta forma de trabalhar, superando, na grande maioria das vezes, o erro cometido inicialmente. Existiram erros para os quais o modelo implementado teve efeitos mais positivos nas aprendizagens matemáticas dos alunos do que noutros. De facto, os erros cometidos com base nas capacidades transversais – raciocínio e comunicação – foram mais facilmente superados e conduziram a uma maior evolução dos alunos. Nalguns casos, sobretudo naqueles em que a primeira produção estava praticamente em branco, os alunos, na 2.ª fase, acabaram por cair num outro tipo de erros também categorizado neste estudo.