Publicação
Morfodinâmica recente das áreas intertidais do Estuário do Tejo e impactes na mobilização do mercúrio
| Resumo: | O Estuário do Tejo (332 km2 ) alberga extensas áreas intertidais, com elevado valor ecológico e para os humanos, sendo que 32 % é ocupado por raso de maré e 7 % por sapal. No passado, ocorreu contaminação por mercúrio (metal traço tóxico e persistente no ambiente) por efluentes industriais, que ficou retido nos sedimentos intertidais, ficando propenso a ser remobilizado. O objetivo principal deste estudo foi a identificação da mobilização do mercúrio por consequência da dinâmica das áreas intertidais. Foi executada a análise da dinâmica das margens do raso de maré e sapal, de 1928 até 2018, pela quantificação das suas taxas de mudança. Foi também realizada amostragem de sedimentos até 60 cm de profundidade em ambos os ambientes, e analisadas as concentrações de mercúrio total respetivas. Observou-se a predominância do processo de contração das margens do raso de maré, desde 1995 (média = -0,19 m/ano), e do sapal, desde 1979 (média entre -0,14 m/ano e -0,39 m/ano). Foram analisadas as diferenças entre áreas distintas e períodos analisados. As concentrações de mercúrio total nos sedimentos foram superiores em sapal (média = 0,88 mg/kg), face ao raso de maré (média = 0,34 mg/kg). As concentrações superficiais e máximas em profundidade foram superiores na baía da Moita-Montijo (até 3,83 mg/kg). Face à contração das margens nessa baía, considera-se que aí ocorreu a maior mobilização do mercúrio. |
|---|---|
| Autores principais: | Duarte, João Manuel Lopes |
| Assunto: | Contaminação Evolução Temporal Mercúrio Total Raso de Maré Sapal |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Estuário do Tejo (332 km2 ) alberga extensas áreas intertidais, com elevado valor ecológico e para os humanos, sendo que 32 % é ocupado por raso de maré e 7 % por sapal. No passado, ocorreu contaminação por mercúrio (metal traço tóxico e persistente no ambiente) por efluentes industriais, que ficou retido nos sedimentos intertidais, ficando propenso a ser remobilizado. O objetivo principal deste estudo foi a identificação da mobilização do mercúrio por consequência da dinâmica das áreas intertidais. Foi executada a análise da dinâmica das margens do raso de maré e sapal, de 1928 até 2018, pela quantificação das suas taxas de mudança. Foi também realizada amostragem de sedimentos até 60 cm de profundidade em ambos os ambientes, e analisadas as concentrações de mercúrio total respetivas. Observou-se a predominância do processo de contração das margens do raso de maré, desde 1995 (média = -0,19 m/ano), e do sapal, desde 1979 (média entre -0,14 m/ano e -0,39 m/ano). Foram analisadas as diferenças entre áreas distintas e períodos analisados. As concentrações de mercúrio total nos sedimentos foram superiores em sapal (média = 0,88 mg/kg), face ao raso de maré (média = 0,34 mg/kg). As concentrações superficiais e máximas em profundidade foram superiores na baía da Moita-Montijo (até 3,83 mg/kg). Face à contração das margens nessa baía, considera-se que aí ocorreu a maior mobilização do mercúrio. |
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