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O contributo do trabalho prático no estudo do meio para a inclusão de crianças do 1º Ciclo com necessidades educativas especiais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho desenvolveu-se em duas salas de duas escolas do primeiro Ciclo do Ensino Básico (1º C.E.B.), como contributo para a inclusão de crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) através de uma abordagem ao trabalho prático, no Estudo do Meio (E.M.), como factor de desenvolvimento dos processos básicos do pensamento cientifico como a observação, comparação, organização e comunicação. O trabalho foi desenvolvido com oito crianças com N.E.E. incidindo em actividades relacionadas com o estudo das árvores a partir do conhecimento de cada criança Tratando-se de estudo de caso e dada a especificidade do trabalho a realizar com crianças com N.E.E., circunscreveu-se a seis alunos de uma escola e dois alunos de outra escola do 1° C.E.B., inseridas em meio rural, da região centro do País, que usufruíram de Apoio Educativo (A.E.), onde a investigadora do presente trabalho esteve destacada ao abrigo do Despacho Conjunto 105/97. A proximidade das duas escolas envolvidas facilitou o trabalho da investigadora. Cada uma das escolas onde o presente estudo se realizou, era constituída por apenas uma turma, que englobava os quatro anos de escolaridade, no ano lectivo 2001/2002 e os alunos envolvidos no estudo frequentavam o segundo, terceiro e quarto anos de escolaridade sendo portadores de N.E.E.. Apesar desta investigação ter abrangido apenas duas escolas e o número de sujeitos ser reduzido existe grande heterogeneidade de sujeitos devido à sua incapacidade. Este estudo realizou-se com os objectivos de promover o ensino das ciências no 1º C.E.B.; conhecer o contributo das ciências para a inclusão de crianças com N.E.E.; realizar actividades experimentais adequadas ao tema em estudo e ao nível da aprendizagem das crianças com N.E.E.; melhorar os processos básicos de pensamento científico nomeadamente observar, comparar, organizar e comunicar, contribuindo para a inclusão das crianças com N.E.E. no 1° C.E.B., através da educação em ciências. As actividades desenvolvidas estão inseridas no bloco- À descoberta do ambiente natural-as plantas-do programa curricular do 1° C.E.B.. Dezanove actividades foram realizadas tendo sido seleccionadas para efeito deste estudo sete evidenciando a discussão os resultados de aprendizagem. Podemos afirmar que os alunos envolvidos nesta investigação demonstraram uma grande aceitação e motivação para o desenvolvimento das actividades propostas, constituindo assim um factor decisivo no desenvolvimento individual dos processos básicos do pensamento científico. O trabalho desenvolvido evidencia, ainda, a necessidade de proporcionar a todos os alunos, e em especial aos portadores de N.E.E., uma formação que possibilite torná-los cientificamente cultos, mais capazes de questionar, problematizar e intervir criticamente, numa sociedade em constante mudança, mas capaz de aceitar a diferença.
Autores principais:Sanches, Maria Augusta Martins dos Santos
Assunto:Necessidade educativas especiais Inclusão Crianças Ensino básico (1º ciclo) Estudo do meio Pensamento científico Teses de mestrado - 2005
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho desenvolveu-se em duas salas de duas escolas do primeiro Ciclo do Ensino Básico (1º C.E.B.), como contributo para a inclusão de crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) através de uma abordagem ao trabalho prático, no Estudo do Meio (E.M.), como factor de desenvolvimento dos processos básicos do pensamento cientifico como a observação, comparação, organização e comunicação. O trabalho foi desenvolvido com oito crianças com N.E.E. incidindo em actividades relacionadas com o estudo das árvores a partir do conhecimento de cada criança Tratando-se de estudo de caso e dada a especificidade do trabalho a realizar com crianças com N.E.E., circunscreveu-se a seis alunos de uma escola e dois alunos de outra escola do 1° C.E.B., inseridas em meio rural, da região centro do País, que usufruíram de Apoio Educativo (A.E.), onde a investigadora do presente trabalho esteve destacada ao abrigo do Despacho Conjunto 105/97. A proximidade das duas escolas envolvidas facilitou o trabalho da investigadora. Cada uma das escolas onde o presente estudo se realizou, era constituída por apenas uma turma, que englobava os quatro anos de escolaridade, no ano lectivo 2001/2002 e os alunos envolvidos no estudo frequentavam o segundo, terceiro e quarto anos de escolaridade sendo portadores de N.E.E.. Apesar desta investigação ter abrangido apenas duas escolas e o número de sujeitos ser reduzido existe grande heterogeneidade de sujeitos devido à sua incapacidade. Este estudo realizou-se com os objectivos de promover o ensino das ciências no 1º C.E.B.; conhecer o contributo das ciências para a inclusão de crianças com N.E.E.; realizar actividades experimentais adequadas ao tema em estudo e ao nível da aprendizagem das crianças com N.E.E.; melhorar os processos básicos de pensamento científico nomeadamente observar, comparar, organizar e comunicar, contribuindo para a inclusão das crianças com N.E.E. no 1° C.E.B., através da educação em ciências. As actividades desenvolvidas estão inseridas no bloco- À descoberta do ambiente natural-as plantas-do programa curricular do 1° C.E.B.. Dezanove actividades foram realizadas tendo sido seleccionadas para efeito deste estudo sete evidenciando a discussão os resultados de aprendizagem. Podemos afirmar que os alunos envolvidos nesta investigação demonstraram uma grande aceitação e motivação para o desenvolvimento das actividades propostas, constituindo assim um factor decisivo no desenvolvimento individual dos processos básicos do pensamento científico. O trabalho desenvolvido evidencia, ainda, a necessidade de proporcionar a todos os alunos, e em especial aos portadores de N.E.E., uma formação que possibilite torná-los cientificamente cultos, mais capazes de questionar, problematizar e intervir criticamente, numa sociedade em constante mudança, mas capaz de aceitar a diferença.