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Densidade de Pan troglodites verus e veículos de sensibilidade ambiental:quatro florestas de Cantanhez, República da Guiné Bissau

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O uso de transectos lineares é considerado um dos procedimentos mais eficazes e comumente utilizados para estimar a densidade de chimpanzé. No entanto, este método implica a abertura de novos caminhos na floresta o que, no contexto de Cantanhez, significa novas plataformas de oportunidade para a caça. Devido às condições específicas do campo e do processo de conservação destas florestas, seguir velhos caminhos foi a única metodologia possível. O método Marked Nest Counts, aplicado ao longo de 4 meses e obedecendo a uma amostragem estratificada, seguiu períodos de amostragem quinzenal em que os ninhos novos encontrados foram registados e classificados. Dos ninhos novos detectados, 92,60% correspondem a ninhos em palmeira (Elaeis guineensis), podendo tomar duas estruturas distintas: ninho de folhas partidas e ninho de folhas dobradas. Enquanto que o primeiro tipo entra em decaimento, o segundo pode sofrer desdobramento e deixar folhas disponíveis para a construção de um novo ninho. Três a quatro repetições parecem constituir o esforço de amostragem mais adequado, já que um número elevado de palmeiras marcadas, que podem ser reutilizadas, poderão conduzir ao aumento da probabilidade de existirem ninhos não detectados, e portanto, a uma subestimativa da densidade. Os valores de densidade estimados, considerando o habitat homogéneo quanto à distribuição dos ninhos, foram: 2,649 e 3,245 chimpanzés que constroem ninho/km2, recorrendo a aferição da curva de detectabilidade ou ao programa DISTANCE 5.0, respectivamente. No entanto, visto que existem diferenças quanto à taxa de detecção de ninhos entre as quatro florestas em estudo (Caiquene, Cibe Cadique, Lauchande, Madina) e entre as áreas de floresta e as orlas de floresta, é importante ter em conta estas descontinuidades. Assim, tendo em conta a heterogeneidade do habitat, temos: 1,937 e 2,340 chimpanzés que constroem ninho/km2, recorrendo à aferição da curva de detectabilidade ou ao programa DISTANCE 5.0, respectivamente
Autores principais:Sousa, Joana Vaz de
Assunto:Mamíferos Primatas Teses de mestrado
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O uso de transectos lineares é considerado um dos procedimentos mais eficazes e comumente utilizados para estimar a densidade de chimpanzé. No entanto, este método implica a abertura de novos caminhos na floresta o que, no contexto de Cantanhez, significa novas plataformas de oportunidade para a caça. Devido às condições específicas do campo e do processo de conservação destas florestas, seguir velhos caminhos foi a única metodologia possível. O método Marked Nest Counts, aplicado ao longo de 4 meses e obedecendo a uma amostragem estratificada, seguiu períodos de amostragem quinzenal em que os ninhos novos encontrados foram registados e classificados. Dos ninhos novos detectados, 92,60% correspondem a ninhos em palmeira (Elaeis guineensis), podendo tomar duas estruturas distintas: ninho de folhas partidas e ninho de folhas dobradas. Enquanto que o primeiro tipo entra em decaimento, o segundo pode sofrer desdobramento e deixar folhas disponíveis para a construção de um novo ninho. Três a quatro repetições parecem constituir o esforço de amostragem mais adequado, já que um número elevado de palmeiras marcadas, que podem ser reutilizadas, poderão conduzir ao aumento da probabilidade de existirem ninhos não detectados, e portanto, a uma subestimativa da densidade. Os valores de densidade estimados, considerando o habitat homogéneo quanto à distribuição dos ninhos, foram: 2,649 e 3,245 chimpanzés que constroem ninho/km2, recorrendo a aferição da curva de detectabilidade ou ao programa DISTANCE 5.0, respectivamente. No entanto, visto que existem diferenças quanto à taxa de detecção de ninhos entre as quatro florestas em estudo (Caiquene, Cibe Cadique, Lauchande, Madina) e entre as áreas de floresta e as orlas de floresta, é importante ter em conta estas descontinuidades. Assim, tendo em conta a heterogeneidade do habitat, temos: 1,937 e 2,340 chimpanzés que constroem ninho/km2, recorrendo à aferição da curva de detectabilidade ou ao programa DISTANCE 5.0, respectivamente