Publicação
História ambiental e evolução da paisagem: passado, presente e futuro. Aplicação ao caso de estudo da Bacia Hidrográfica da Lagoa de Óbidos
| Resumo: | O uso do solo pode ser entendido como a expressão da relação do Homem com o território, constituindo esse o principal denominador deste estudo. Essa expressão está subjacente a uma matriz ecológica e a uma matriz cultural que configuram a paisagem, aliadas a uma contínua força motriz natural e antrópica de alteração e evolução, cujo resultado confere identidade à mesma. A Bacia Hidrográfica da Lagoa de Óbidos constitui o caso de estudo onde estes pressupostos são aplicados, com o objetivo de analisar a evolução da paisagem até à atualidade, a partir de fontes de informação que permitam identificar os principais agentes e causas das transformações ocorridas. Nesse âmbito, a história ambiental, firmase como campo de convergência entre a esfera natural e a esfera cultural, dotando de sentido e coerência as diversas partes que formam a complexa matriz da paisagem. O estudo dessa evolução foi efetuado com recurso a um Sistema de Informação Geográfica (SIG) que permitiu a comparação entre os usos do solo dos vários períodos de análise e a sua relação com a Estrutura Ecológica. A análise evolutiva centrada sobre o período final do século XX e início do século XXI, revelou as rápidas transformações sobretudo ao nível da agricultura, com o desenvolvimento de produtos e técnicas introduzidos como resposta às lógicas de mercado global. A partir dessa análise foram determinadas as tendências de evolução que sustentaram a construção dos cenários de 2030 e 2050 e do cenário normativo integrador das principais linhas de ação propostas relativamente às futuras alterações da ocupação e uso dos solos. Esta abordagem permite demonstrar a influência das alterações dos usos do solo e a importância da bacia hidrográfica como escala de análise e unidade de ordenamento. Desta forma, é possível informar os agentes responsáveis no ordenamento do território perante os desafios atuais e futuros, garantindo uma gestão dos recursos naturais em articulação com a vertente cultural das comunidades, assegurando a identidade e qualidade da paisagem |
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| Autores principais: | Carvalho, João Pedro Henriques |
| Assunto: | uso do uso bacia hidrográfica evolução da paisagem história ambiental cenário normativo |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O uso do solo pode ser entendido como a expressão da relação do Homem com o território, constituindo esse o principal denominador deste estudo. Essa expressão está subjacente a uma matriz ecológica e a uma matriz cultural que configuram a paisagem, aliadas a uma contínua força motriz natural e antrópica de alteração e evolução, cujo resultado confere identidade à mesma. A Bacia Hidrográfica da Lagoa de Óbidos constitui o caso de estudo onde estes pressupostos são aplicados, com o objetivo de analisar a evolução da paisagem até à atualidade, a partir de fontes de informação que permitam identificar os principais agentes e causas das transformações ocorridas. Nesse âmbito, a história ambiental, firmase como campo de convergência entre a esfera natural e a esfera cultural, dotando de sentido e coerência as diversas partes que formam a complexa matriz da paisagem. O estudo dessa evolução foi efetuado com recurso a um Sistema de Informação Geográfica (SIG) que permitiu a comparação entre os usos do solo dos vários períodos de análise e a sua relação com a Estrutura Ecológica. A análise evolutiva centrada sobre o período final do século XX e início do século XXI, revelou as rápidas transformações sobretudo ao nível da agricultura, com o desenvolvimento de produtos e técnicas introduzidos como resposta às lógicas de mercado global. A partir dessa análise foram determinadas as tendências de evolução que sustentaram a construção dos cenários de 2030 e 2050 e do cenário normativo integrador das principais linhas de ação propostas relativamente às futuras alterações da ocupação e uso dos solos. Esta abordagem permite demonstrar a influência das alterações dos usos do solo e a importância da bacia hidrográfica como escala de análise e unidade de ordenamento. Desta forma, é possível informar os agentes responsáveis no ordenamento do território perante os desafios atuais e futuros, garantindo uma gestão dos recursos naturais em articulação com a vertente cultural das comunidades, assegurando a identidade e qualidade da paisagem |
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