Publicação
Essays on the use of incentives for SME managers
| Resumo: | A presente tese inclui três ensaios empíricos sobre a utilização de incentivos na remuneração de gestores de pequenas e médias empresas (PMEs). No primeiro ensaio, investigo a relação entre a avaliação subjetiva de desempenho (SPE) e a intenção de saída, a identificação com a organização e o desempenho dos gestores. As minhas hipóteses sugerem que esta relação é mediada pela perceção dos gestores sobre a qualidade do feedback e pela confiança no superior hierárquico. Para testar as minhas hipóteses, recolhi dados primários através de questionário e usei modelos de equações estruturais para analisá-los. Baseando-se nos dados de 663 respostas, este ensaio sugere que o uso de SPE está associado à redução da qualidade percebida do feedback, enquanto a qualidade percebida do feedback está associada ao aumento da confiança no superior hierárquico. Os resultados também mostram que uma maior confiança no superior hierárquico está relacionada com melhor desempenho dos gestores, através do aumento da identificação com a organização e da redução da intenção de saída. O segundo ensaio tem por objetivo explorar a relação entre os diferentes tipos de incentivos (incentivos monetários, incentivos não monetários, benefícios e punição) e o desempenho e a satisfação no trabalho dos gestores de PMEs. Para tal, recolhi dados primários através de questionário e apliquei a análise comparativa qualitativa usando conjuntos fuzzy (fsQCA). A partir das respostas de 1 206 gestores de PMEs, identifiquei várias combinações (i.e., pacotes de incentivos) que consistentemente estão associadas a um elevado desempenho individual ou satisfação no trabalho. Especificamente, as minhas análises revelam que nenhum incentivo isoladamente é mais eficaz do que uma combinação de incentivos na promoção de um elevado desempenho dos gestores. Em contraste, o uso exclusivo de benefícios ou incentivos monetários está associado a uma elevada satisfação no trabalho dos gestores. Além disso, o meu estudo mostra as combinações de incentivos associadas ao melhor desempenho ou satisfação de gestores proprietários/não proprietários, gestores de pequenas/médias empresas e de empresas familiares/não familiares. O terceiro e último ensaio explora a relação entre variáveis contextuais (estratégia, ambiente externo, cultura organizacional, descentralização e tecnologia) e o uso de medidas não financeiras de desempenho (NFPM) na remuneração dos gestores de PMEs. Usando dados primários recolhidos a partir de um questionário respondido por 1 088 gestores de PMEs, verifica-se que a envolvente externa e a descentralização estão associados à adoção e uso de NFPM na remuneração dos gestores de PMEs. Especificamente, conclui-se que quanto menor é o dinamismo da incerteza ambiental percebida (PEU), e maior é a hostilidade de PEU e a descentralização, maior é a adoção e o uso de NFPM. Finalmente, o meu estudo destaca as diferenças importantes na adoção e uso de NFPM entre pequenas e médias empresas, e entre CEOs e não-CEOs. |
|---|---|
| Autores principais: | Alves, Iryna Berova |
| Assunto: | Medidas de desempenho financeiras Incentivos Avaliação subjetiva de desempenho PME's Desempenho Non-financial performance measures Incentives Subjective performance evaluation SME's Performance |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente tese inclui três ensaios empíricos sobre a utilização de incentivos na remuneração de gestores de pequenas e médias empresas (PMEs). No primeiro ensaio, investigo a relação entre a avaliação subjetiva de desempenho (SPE) e a intenção de saída, a identificação com a organização e o desempenho dos gestores. As minhas hipóteses sugerem que esta relação é mediada pela perceção dos gestores sobre a qualidade do feedback e pela confiança no superior hierárquico. Para testar as minhas hipóteses, recolhi dados primários através de questionário e usei modelos de equações estruturais para analisá-los. Baseando-se nos dados de 663 respostas, este ensaio sugere que o uso de SPE está associado à redução da qualidade percebida do feedback, enquanto a qualidade percebida do feedback está associada ao aumento da confiança no superior hierárquico. Os resultados também mostram que uma maior confiança no superior hierárquico está relacionada com melhor desempenho dos gestores, através do aumento da identificação com a organização e da redução da intenção de saída. O segundo ensaio tem por objetivo explorar a relação entre os diferentes tipos de incentivos (incentivos monetários, incentivos não monetários, benefícios e punição) e o desempenho e a satisfação no trabalho dos gestores de PMEs. Para tal, recolhi dados primários através de questionário e apliquei a análise comparativa qualitativa usando conjuntos fuzzy (fsQCA). A partir das respostas de 1 206 gestores de PMEs, identifiquei várias combinações (i.e., pacotes de incentivos) que consistentemente estão associadas a um elevado desempenho individual ou satisfação no trabalho. Especificamente, as minhas análises revelam que nenhum incentivo isoladamente é mais eficaz do que uma combinação de incentivos na promoção de um elevado desempenho dos gestores. Em contraste, o uso exclusivo de benefícios ou incentivos monetários está associado a uma elevada satisfação no trabalho dos gestores. Além disso, o meu estudo mostra as combinações de incentivos associadas ao melhor desempenho ou satisfação de gestores proprietários/não proprietários, gestores de pequenas/médias empresas e de empresas familiares/não familiares. O terceiro e último ensaio explora a relação entre variáveis contextuais (estratégia, ambiente externo, cultura organizacional, descentralização e tecnologia) e o uso de medidas não financeiras de desempenho (NFPM) na remuneração dos gestores de PMEs. Usando dados primários recolhidos a partir de um questionário respondido por 1 088 gestores de PMEs, verifica-se que a envolvente externa e a descentralização estão associados à adoção e uso de NFPM na remuneração dos gestores de PMEs. Especificamente, conclui-se que quanto menor é o dinamismo da incerteza ambiental percebida (PEU), e maior é a hostilidade de PEU e a descentralização, maior é a adoção e o uso de NFPM. Finalmente, o meu estudo destaca as diferenças importantes na adoção e uso de NFPM entre pequenas e médias empresas, e entre CEOs e não-CEOs. |
|---|