Publicação

(Re)desenhar o património

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho partiu do interesse pelo património esquecido, no qual se insere a Fortaleza de São Francisco, em Peniche. Debruçada sobre o mar e de atmosfera singular, ela interpela-nos à descoberta da sua história e das camadas que a constroem. Considerada uma das praças-fortes mais importantes do reino, fez parte do conjunto de defesa costeiro da capital e um dos maiores exemplares de arquitetura militar portuguesa que prevaleceu, não intacta, ao passar do tempo. Dos seus apoios defensivos, pouco ou nada resta. Parte-se da reflexão sobre o seu valor patrimonial, do carácter e da sua essência. Da ligação entre o património e o espaço que o envolve. Do que o lugar quer ser, do que se pode tornar. Estuda-se a sua evolução, como se alterou no tempo e explora-se as valências que contem, a singularidade do lugar. Numa tentativa de reavivar a sua importância, de compreender de que modo se reergue um monumento perdido no tempo, apresenta-se uma proposta que assume a sua regeneração, através da ligação entre as suas pré-existências e a atribuição de uma nova linguagem arquitetónica. Concede-se um novo uso, uma nova vivência, como resposta ponderada às fragilidades do lugar.
Autores principais:Esteves, Ana Cristina Balau
Assunto:Monumento Património Fortaleza Pousada Peniche Monument Heritage Fortress Lodging
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho partiu do interesse pelo património esquecido, no qual se insere a Fortaleza de São Francisco, em Peniche. Debruçada sobre o mar e de atmosfera singular, ela interpela-nos à descoberta da sua história e das camadas que a constroem. Considerada uma das praças-fortes mais importantes do reino, fez parte do conjunto de defesa costeiro da capital e um dos maiores exemplares de arquitetura militar portuguesa que prevaleceu, não intacta, ao passar do tempo. Dos seus apoios defensivos, pouco ou nada resta. Parte-se da reflexão sobre o seu valor patrimonial, do carácter e da sua essência. Da ligação entre o património e o espaço que o envolve. Do que o lugar quer ser, do que se pode tornar. Estuda-se a sua evolução, como se alterou no tempo e explora-se as valências que contem, a singularidade do lugar. Numa tentativa de reavivar a sua importância, de compreender de que modo se reergue um monumento perdido no tempo, apresenta-se uma proposta que assume a sua regeneração, através da ligação entre as suas pré-existências e a atribuição de uma nova linguagem arquitetónica. Concede-se um novo uso, uma nova vivência, como resposta ponderada às fragilidades do lugar.