Publicação
Biomarcadores genotóxicos e polimosfismos genéticos em trabalhadores expostos a formaldeído
| Resumo: | O formaldeído é um agente químico, classificado como carcinogénico em humanos e animais experimentais, amplamente utilizado nos laboratórios de Anatomia Patológica. A exposição a esta substância está epidemiologicamente associada a cancro e a alterações nucleares detectáveis através do teste dos micronúcleos por bloqueio da citocinese. Este método é utilizado extensivamente em epidemiologia molecular, uma vez que permite determinar vários biomarcadores de genotoxicidade, tais como: micronúcleos (biomarcadores de quebra ou perda de cromossomas), pontes nucleoplásmicas (biomarcador de re-arranjo cromossómico, má reparação e/ou fusão de telómeros) e protusões nucleares (biomarcador de eliminação de DNA amplificado e/ou complexos de reparação de DNA). O objectivo deste trabalho é investigar a relação entre a frequência de alterações nucleares e factores genéticos e ambientais, em indivíduos expostos e não-expostos ocupacionalmente a formaldeído. Para tal, foram constituídos 2 grupos: 56 indivíduos expostos ocupacionalmente a formaldeído (casos) e 85 indivíduos não expostos (controlos). Foram recolhidos sangue periférico e células epiteliais esfoliadas da mucosa bucal. Realizou-se o estudo dos biomarcadores genotóxicos e extracção de DNA para estudo dos polimorfismos nos genes XRCC3 e ADH3. Os resultados obtidos fornecem evidência inequívoca para associação entre a exposição ocupacional a formaldeído e a presença de alterações nucleares. Os hábitos tabágicos e o consumo de álcool, exercem efeitos significativos na presença de micronúcleos na mucosa bucal, pontes nucleoplásmicas e protusões nucleares. Relativamente aos factores genéticos, verificaram-se associações estatisticamente significativas entre o polimorfismo do gene da ADH3 e a presença de micronúcleos em linfócitos periféricos e do polimorfismo do gene XRCC3 nas protusões nucleares. |
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| Autores principais: | Ladeira, Carina Alexandra Fernandes |
| Assunto: | Biologia molecular Marcadores genéticos Biomarcadores Formaldeído Teses de mestrado |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O formaldeído é um agente químico, classificado como carcinogénico em humanos e animais experimentais, amplamente utilizado nos laboratórios de Anatomia Patológica. A exposição a esta substância está epidemiologicamente associada a cancro e a alterações nucleares detectáveis através do teste dos micronúcleos por bloqueio da citocinese. Este método é utilizado extensivamente em epidemiologia molecular, uma vez que permite determinar vários biomarcadores de genotoxicidade, tais como: micronúcleos (biomarcadores de quebra ou perda de cromossomas), pontes nucleoplásmicas (biomarcador de re-arranjo cromossómico, má reparação e/ou fusão de telómeros) e protusões nucleares (biomarcador de eliminação de DNA amplificado e/ou complexos de reparação de DNA). O objectivo deste trabalho é investigar a relação entre a frequência de alterações nucleares e factores genéticos e ambientais, em indivíduos expostos e não-expostos ocupacionalmente a formaldeído. Para tal, foram constituídos 2 grupos: 56 indivíduos expostos ocupacionalmente a formaldeído (casos) e 85 indivíduos não expostos (controlos). Foram recolhidos sangue periférico e células epiteliais esfoliadas da mucosa bucal. Realizou-se o estudo dos biomarcadores genotóxicos e extracção de DNA para estudo dos polimorfismos nos genes XRCC3 e ADH3. Os resultados obtidos fornecem evidência inequívoca para associação entre a exposição ocupacional a formaldeído e a presença de alterações nucleares. Os hábitos tabágicos e o consumo de álcool, exercem efeitos significativos na presença de micronúcleos na mucosa bucal, pontes nucleoplásmicas e protusões nucleares. Relativamente aos factores genéticos, verificaram-se associações estatisticamente significativas entre o polimorfismo do gene da ADH3 e a presença de micronúcleos em linfócitos periféricos e do polimorfismo do gene XRCC3 nas protusões nucleares. |
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