Publicação
Abordagem ao diagnóstico do hiperadrenocorticismo canino: a importância dos testes funcionais: estudo retrospectivo de 8 casos clínicos
| Resumo: | A abordagem ao diagnóstico do hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing) pressupõe a interacção de um conjunto de exames complementares sendo que, os testes funcionais desempenham um papel muito importante a esse nível. Após descrição geral da doença, na presente dissertação, é apresentado um estudo retrospectivo acerca do diagnóstico do hiperadrenocorticismo em 8 canídeos. Conjugando uma boa anamnese, um exame clínico e as alterações, mesmo inespecíficas, dos perfis laboratoriais, a intuição clínica constitui o principal ponto de partida para um bom plano de diagnóstico. A este nível distinguem-se etapas distintas: a confirmação do hiperadrenocorticismo e a pesquisa do seu diagnóstico etiológico. Para confirmação da doença há a destacar três tipos de testes funcionais: o Rácio Cortisol-Creatinina Urinário (RCCU), o Teste de estimulação pela hormona adrenocorticotrófica (ACTH) e o teste de supressão pela dexametasona (em dose baixa). Por seu lado, o diagnóstico etiológico poderá ser efectuado recorrendo ao doseamento de ACTH endógena ou ao teste de supressão pela dexametasona (em dose alta). Ainda que o plano de diagnóstico pressuponha duas etapas, este estudo permitiu concluir que, por vezes, é possível diagnosticar a doença recorrendo apenas a um tipo de teste (como o teste de supressão pela dexametasona em dose baixa) ou por associação de testes numa única abordagem (como a combinação RCCU e o teste de supressão pela dexametasona em dose alta). Tendo em conta a necessidade de exploração do quadro lesional da doença, o recurso subsequente à imagiologia é imperativo, razão pela qual a ultrasonografia constitui uma das principais técnicas de escolha aquando do diagnóstico de hiperadrenocorticismo. Dada a dificuldade em criar linhas gerais fixas para o diagnóstico do hiperadrenocorticismo, a utilização e combinação de testes funcionais deverá ser adequada a cada caso clínico cabendo ao Médico Veterinário a realização de uma correcta aplicação dos mesmos. |
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| Autores principais: | Leal, Rodolfo Assis Oliveira |
| Assunto: | Hiperadrenocorticismo Sìndrome de Cushing Testes funcionais Diagnóstico Cortisol Hyperadrenocorticism Cushing’s syndrome Functional tests Diagnostic |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A abordagem ao diagnóstico do hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing) pressupõe a interacção de um conjunto de exames complementares sendo que, os testes funcionais desempenham um papel muito importante a esse nível. Após descrição geral da doença, na presente dissertação, é apresentado um estudo retrospectivo acerca do diagnóstico do hiperadrenocorticismo em 8 canídeos. Conjugando uma boa anamnese, um exame clínico e as alterações, mesmo inespecíficas, dos perfis laboratoriais, a intuição clínica constitui o principal ponto de partida para um bom plano de diagnóstico. A este nível distinguem-se etapas distintas: a confirmação do hiperadrenocorticismo e a pesquisa do seu diagnóstico etiológico. Para confirmação da doença há a destacar três tipos de testes funcionais: o Rácio Cortisol-Creatinina Urinário (RCCU), o Teste de estimulação pela hormona adrenocorticotrófica (ACTH) e o teste de supressão pela dexametasona (em dose baixa). Por seu lado, o diagnóstico etiológico poderá ser efectuado recorrendo ao doseamento de ACTH endógena ou ao teste de supressão pela dexametasona (em dose alta). Ainda que o plano de diagnóstico pressuponha duas etapas, este estudo permitiu concluir que, por vezes, é possível diagnosticar a doença recorrendo apenas a um tipo de teste (como o teste de supressão pela dexametasona em dose baixa) ou por associação de testes numa única abordagem (como a combinação RCCU e o teste de supressão pela dexametasona em dose alta). Tendo em conta a necessidade de exploração do quadro lesional da doença, o recurso subsequente à imagiologia é imperativo, razão pela qual a ultrasonografia constitui uma das principais técnicas de escolha aquando do diagnóstico de hiperadrenocorticismo. Dada a dificuldade em criar linhas gerais fixas para o diagnóstico do hiperadrenocorticismo, a utilização e combinação de testes funcionais deverá ser adequada a cada caso clínico cabendo ao Médico Veterinário a realização de uma correcta aplicação dos mesmos. |
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