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A política monetária não convencional do Banco Central Europeu face à crise na zona euro e a sua Influência na crise económica em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Face à crise económico-financeira internacional, eclodida em 2008, que assolou profundamente a Europa, tendo abalado os alicerces desta, o BCE, a atuar no contexto de um «choque assimétrico» (a crise das dívidas soberanas, despontada em 2010, na Zona Euro), teve de reformular as suas funções e tomar medidas de cariz não convencional. Desde a tradicional movimentação das taxas de juro, foi necessário ceder liquidez em quantidades avultadas e, in extremis, intervir no mercado secundário de títulos de dívida. Portugal, enquanto uma das economias mais fragilizadas por este choque, assistiu ao resvalar da sua economia para uma profunda recessão, situação que levou a que o país tivesse de pedir um resgate financeiro. Desta forma, a análise do caso português torna-se pertinente. Averigua-se que a ação do BCE, conjugada com o Programa de Assistência Económica e Financeira, constituiu-se como crucial para impedir o completo desmoronamento da economia portuguesa. A resposta do BCE foi um tanto ou quanto tardia, mas não falhou. Não obstante a incerteza do futuro, almeja-se uma recuperação de Portugal e, em caso de sobrevivência do Euro a esta intempérie, a União Europeia sairá fortalecida em todas as suas vertentes.
Autores principais:Pereira, Nair dos Santos
Assunto:Banco Central Europeu crise económica política monetária Zona Euro Portugal European Central Bank economic crisis monetary policy Euro Zone
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Face à crise económico-financeira internacional, eclodida em 2008, que assolou profundamente a Europa, tendo abalado os alicerces desta, o BCE, a atuar no contexto de um «choque assimétrico» (a crise das dívidas soberanas, despontada em 2010, na Zona Euro), teve de reformular as suas funções e tomar medidas de cariz não convencional. Desde a tradicional movimentação das taxas de juro, foi necessário ceder liquidez em quantidades avultadas e, in extremis, intervir no mercado secundário de títulos de dívida. Portugal, enquanto uma das economias mais fragilizadas por este choque, assistiu ao resvalar da sua economia para uma profunda recessão, situação que levou a que o país tivesse de pedir um resgate financeiro. Desta forma, a análise do caso português torna-se pertinente. Averigua-se que a ação do BCE, conjugada com o Programa de Assistência Económica e Financeira, constituiu-se como crucial para impedir o completo desmoronamento da economia portuguesa. A resposta do BCE foi um tanto ou quanto tardia, mas não falhou. Não obstante a incerteza do futuro, almeja-se uma recuperação de Portugal e, em caso de sobrevivência do Euro a esta intempérie, a União Europeia sairá fortalecida em todas as suas vertentes.