Publicação
Piroplasmose equina : diagnóstico molecular e avaliação de alterações hematológicas e de biomarcadores inflamatórios em cavalos com doença clínica e subclínica
| Resumo: | Atualmente, o PCR quantitativo (qPCR) constitui o teste de eleição para diagnóstico de infeções por Theileria equi e Babesia caballi. O papel dos marcadores da inflamação na piroplasmose equina (PE) permanece pouco estudado, não só no diagnóstico e monitorização mas também enquanto potenciais indicadores preditivos da doença. Tendo em conta a natureza intracelular obrigatória dos agentes da PE, colocou-se a seguinte hipótese: a resposta inflamatória na PE difere da de outras doenças associadas a inflamação. Além disso, procurou responder-se às seguintes questões: 1) Qual a utilidade do hemograma e marcadores de inflamação aguda no diagnóstico precoce da PE? 2) Quais as vantagens da utilização do qPCR no diagnóstico da PE? Os principais objetivos deste estudo foram: 1) Caracterizar e quantificar alterações do hemograma, proteínas totais, amilóide sérica A (SAA), fibrinogénio e ferro plasmáticos na PE; 2) Comparar os resultados obtidos entre cavalos com doença clínica (grupo PC) e subclínica (grupo SC); 3) Avaliar o valor diagnóstico destes testes para a PE clínica e outras causas de febre de origem inespecífica (grupo NS); 4) Determinar a carga parasitária em amostras positivas e comparar a sensibilidade da microscopia ótica, considerando os resultados obtidos por diagnóstico molecular. Cada amostra foi submetida a qPCR para deteção de T. equi e B. caballi, análise hematológica, doseamento de proteínas totais, SAA, fibrinogénio e ferro plasmáticos. Foram identificadas diferenças significativas (p < 0,05) no valor absoluto de monócitos entre os grupos PC-NS e PC-SC, na SAA entre os grupos PC-SC e no ferro plasmático entre os grupos PC-NS e PC-SC. 75% dos cavalos do grupo SC apresentaram neutrofilia sem desvio à esquerda. Apenas foram observadas formas de T. equi em esfregaços sanguíneos de cavalos com parasitémia igual ou superior a 7,2x10 2 parasitas/μL. Este estudo evidenciou não só as vantagens do qPCR no diagnóstico da PE, mas também que esta doença se caracteriza por uma resposta inflamatória associada a alterações do hemograma e de marcadores inflamatórios, em que o valor absoluto de monócitos, SAA e ferro plasmático constituíram os biomarcadores mais sensíveis para a deteção da doença. |
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| Autores principais: | Barros, Catarina João Gil de |
| Assunto: | Theileria equi Babesia caballi PCR Resposta inflamatória Hemograma Esfregaço sanguíneo Proteínas totais Amilóide sérica A Fibrinogénio Ferro Inflammatory response Hemogram Blood smear Total Proteins Serum amiloid A Fibrinogen Iron |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Atualmente, o PCR quantitativo (qPCR) constitui o teste de eleição para diagnóstico de infeções por Theileria equi e Babesia caballi. O papel dos marcadores da inflamação na piroplasmose equina (PE) permanece pouco estudado, não só no diagnóstico e monitorização mas também enquanto potenciais indicadores preditivos da doença. Tendo em conta a natureza intracelular obrigatória dos agentes da PE, colocou-se a seguinte hipótese: a resposta inflamatória na PE difere da de outras doenças associadas a inflamação. Além disso, procurou responder-se às seguintes questões: 1) Qual a utilidade do hemograma e marcadores de inflamação aguda no diagnóstico precoce da PE? 2) Quais as vantagens da utilização do qPCR no diagnóstico da PE? Os principais objetivos deste estudo foram: 1) Caracterizar e quantificar alterações do hemograma, proteínas totais, amilóide sérica A (SAA), fibrinogénio e ferro plasmáticos na PE; 2) Comparar os resultados obtidos entre cavalos com doença clínica (grupo PC) e subclínica (grupo SC); 3) Avaliar o valor diagnóstico destes testes para a PE clínica e outras causas de febre de origem inespecífica (grupo NS); 4) Determinar a carga parasitária em amostras positivas e comparar a sensibilidade da microscopia ótica, considerando os resultados obtidos por diagnóstico molecular. Cada amostra foi submetida a qPCR para deteção de T. equi e B. caballi, análise hematológica, doseamento de proteínas totais, SAA, fibrinogénio e ferro plasmáticos. Foram identificadas diferenças significativas (p < 0,05) no valor absoluto de monócitos entre os grupos PC-NS e PC-SC, na SAA entre os grupos PC-SC e no ferro plasmático entre os grupos PC-NS e PC-SC. 75% dos cavalos do grupo SC apresentaram neutrofilia sem desvio à esquerda. Apenas foram observadas formas de T. equi em esfregaços sanguíneos de cavalos com parasitémia igual ou superior a 7,2x10 2 parasitas/μL. Este estudo evidenciou não só as vantagens do qPCR no diagnóstico da PE, mas também que esta doença se caracteriza por uma resposta inflamatória associada a alterações do hemograma e de marcadores inflamatórios, em que o valor absoluto de monócitos, SAA e ferro plasmático constituíram os biomarcadores mais sensíveis para a deteção da doença. |
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