Publicação
Sazonalidade do ciclo éstrico nas cadelas das raças cão de fila de São Miguel e barbado da Terceira
| Resumo: | O conhecimento do ciclo éstrico das cadelas é de maior importância para que seja possível retirar-se um melhor partido das suas aptidões reprodutivas naturais. Contudo, existem ainda aspetos da reprodução canina que não estão bem compreendidos e que merecem uma maior atenção, como é o caso da influência da sazonalidade no ciclo éstrico. Ao longo dos anos, as raças caninas açorianas Barbado da Terceira e Cão de Fila de São Miguel têm despertado o interesse de muitos criadores e detentores e, por isso, torna-se relevante contribuir para o estudo das suas aptidões reprodutivas, para que seja possível aumentar o número de exemplares. Para tal, foram recolhidos dados, através de um questionário, a 51 criadores/detentores sobre o ciclo éstrico de 71 fêmeas das raças referidas, nomeadamente detalhes sobre a idade, peso, o ambiente em que vivem, localização geográfica, se se trata de uma cadela de trabalho, a idade em que iniciou a puberdade, duração do próestro-estro, datas dos estros, número de partos que já teve, idade ao primeiro parto, datas dos partos e o número de cachorros por ninhada. Os objetivos deste estudo foram avaliar a distribuição dos estros e dos partos das cadelas das raças em estudo ao longo dos meses do ano. Assim, no caso dos Açores, o maior registo de estros ocorreu no outono para a raça Barbado da Terceira e no verão para a raça Cão de Fila de São Miguel. O maior número de partos verificou-se no inverno, em ambas as raças. Em Portugal Continental, para a raça Barbado da Terceira o maior número de estros foi registado no outono e para a raça Cão de Fila de São Miguel na primavera. No que se refere ao número de partos, para a raça Barbado da Terceira o maior registo verificou-se durante a primavera e na raça Cão de Fila de São Miguel no verão. Tendo em conta os dados das ninhadas registadas no CPC, na raça Barbado da Terceira um maior número de partos foi observado no outono, correspondendo a um maior número de estros no verão. Na raça Cão de Fila de São Miguel há um maior registo de partos na primavera, resultantes de mais cruzamentos nos estros de inverno. O último objetivo deste estudo foi relacionar a frequência dos estros e dos partos com os fatores que podem alterar a sua distribuição, nomeadamente a nutrição, o clima, a raça, o parto e a amamentação, a idade e a intervenção humana. Deste modo, e de acordo com o que está descrito na literatura, é sugerido que o ciclo reprodutivo da espécie canina é influenciado por alterações ambientais e pela intervenção humana. No entanto, não foi evidente o efeito da sazonalidade na distribuição dos estros e dos partos nestas duas raças. |
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| Autores principais: | Guimarães, Alice Sofia Pereira |
| Assunto: | Barbado da Terceira Cão de Fila de São Miguel Sazonalidade Ciclo éstrico Barbado da Terceira Cão de Fila de São Miguel Seasonality Oestrous cycle |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O conhecimento do ciclo éstrico das cadelas é de maior importância para que seja possível retirar-se um melhor partido das suas aptidões reprodutivas naturais. Contudo, existem ainda aspetos da reprodução canina que não estão bem compreendidos e que merecem uma maior atenção, como é o caso da influência da sazonalidade no ciclo éstrico. Ao longo dos anos, as raças caninas açorianas Barbado da Terceira e Cão de Fila de São Miguel têm despertado o interesse de muitos criadores e detentores e, por isso, torna-se relevante contribuir para o estudo das suas aptidões reprodutivas, para que seja possível aumentar o número de exemplares. Para tal, foram recolhidos dados, através de um questionário, a 51 criadores/detentores sobre o ciclo éstrico de 71 fêmeas das raças referidas, nomeadamente detalhes sobre a idade, peso, o ambiente em que vivem, localização geográfica, se se trata de uma cadela de trabalho, a idade em que iniciou a puberdade, duração do próestro-estro, datas dos estros, número de partos que já teve, idade ao primeiro parto, datas dos partos e o número de cachorros por ninhada. Os objetivos deste estudo foram avaliar a distribuição dos estros e dos partos das cadelas das raças em estudo ao longo dos meses do ano. Assim, no caso dos Açores, o maior registo de estros ocorreu no outono para a raça Barbado da Terceira e no verão para a raça Cão de Fila de São Miguel. O maior número de partos verificou-se no inverno, em ambas as raças. Em Portugal Continental, para a raça Barbado da Terceira o maior número de estros foi registado no outono e para a raça Cão de Fila de São Miguel na primavera. No que se refere ao número de partos, para a raça Barbado da Terceira o maior registo verificou-se durante a primavera e na raça Cão de Fila de São Miguel no verão. Tendo em conta os dados das ninhadas registadas no CPC, na raça Barbado da Terceira um maior número de partos foi observado no outono, correspondendo a um maior número de estros no verão. Na raça Cão de Fila de São Miguel há um maior registo de partos na primavera, resultantes de mais cruzamentos nos estros de inverno. O último objetivo deste estudo foi relacionar a frequência dos estros e dos partos com os fatores que podem alterar a sua distribuição, nomeadamente a nutrição, o clima, a raça, o parto e a amamentação, a idade e a intervenção humana. Deste modo, e de acordo com o que está descrito na literatura, é sugerido que o ciclo reprodutivo da espécie canina é influenciado por alterações ambientais e pela intervenção humana. No entanto, não foi evidente o efeito da sazonalidade na distribuição dos estros e dos partos nestas duas raças. |
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