Publicação
Claude Meillassoux em Moçambique : a propósito de uma carta a Marcelino dos Santos
| Resumo: | Claude Meillassoux, fundador da antropologia econômica francesa, e Marcelino dos Santos, importante dirigente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), conheceram-se em Paris na década de 1950, quando ambos estudavam com o africanista Georges Balandier. Em 1977, ano da primeira visita de Meillassoux a Moçambique, essa relação se renovou, dessa vez sob uma chave crítica e polêmica. Naquele ano, a Frelimo se transformara em um partido de vanguarda “marxista-leninista” e estava prestes a criar uma série de organizações em prol da instauração do “poder popular” e do socialismo. Meillassoux viria a ser um observador atento desse processo. Este artigo reconstrói as vicissitudes da sua viagem, promovida pela cooperação franco-moçambicana e pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. Imediatamente após a sua visita, Meillassoux endereçou a Marcelino dos Santos uma carta de alto teor crítico concernente aos rumos da revolução moçambicana. O artigo analisa, ademais, o conteúdo dessa carta e seus principais desdobramentos antropológicos e políticos. |
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| Autores principais: | Macagno, Lorenzo |
| Assunto: | Moçambique Meillassoux Marcelino dos Santos antropologia econômica marxismo Mozambique Meillassoux Marcelino dos Santos Economic Anthropology Marxism Mozambique Meillassoux Marcelino dos Santos antropología económica marxismo |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Claude Meillassoux, fundador da antropologia econômica francesa, e Marcelino dos Santos, importante dirigente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), conheceram-se em Paris na década de 1950, quando ambos estudavam com o africanista Georges Balandier. Em 1977, ano da primeira visita de Meillassoux a Moçambique, essa relação se renovou, dessa vez sob uma chave crítica e polêmica. Naquele ano, a Frelimo se transformara em um partido de vanguarda “marxista-leninista” e estava prestes a criar uma série de organizações em prol da instauração do “poder popular” e do socialismo. Meillassoux viria a ser um observador atento desse processo. Este artigo reconstrói as vicissitudes da sua viagem, promovida pela cooperação franco-moçambicana e pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. Imediatamente após a sua visita, Meillassoux endereçou a Marcelino dos Santos uma carta de alto teor crítico concernente aos rumos da revolução moçambicana. O artigo analisa, ademais, o conteúdo dessa carta e seus principais desdobramentos antropológicos e políticos. |
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