Publicação
Withdrawal of neurohormonal therapy in patients with heart failure with recovered left ventricular ejection fraction : a systematic review and meta-analysis
| Resumo: | Contexto Insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) recuperada é definida como uma avaliação inicial de FEVE <40%, seguida de nova avaliação que documente melhoria ≥ 10% para valores de FEVE >40%. A maioria destes doentes está medicado com terapêutica neurohormonal. No entanto, ainda não é claro se descontinuar esta terapêutica é seguro. Alguns estudos já foram publicados, mas ainda não há evidência robusta que suporte a abordagem destes doentes. Objetivo Avaliar o impacto da descontinuação da terapêutica neurohormonal em doentes com IC com FEVE recuperada. Métodos A pesquisa foi realizada através das bases de dados MEDLINE®, CENTRAL e Embase. Foram considerados para inclusão ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais (retrospetivos e prospetivos) que avaliassem a descontinuação da terapêutica neurohormonal em doente com IC com FEVE recuperada. Considerou-se a manutenção da terapêutica como grupo de controlo. Os resultados avaliados foram: mortalidade por todas as causas, mortalidade de causa cardiovascular, eventos cardiovasculares, hospitalização por IC, recorrência de sinais e/ou sintomas de IC e recorrência de critérios imagiológicos de IC. Resultados Seis estudos foram incluídos, perfazendo um total de 2432 participantes. Três mortes de causa não-cardiovascular foram reportadas. Não houve documentação de hospitalizações por IC. Os resultados mostraram benefício na manutenção da terapêutica neurohormonal em relação a recorrência de sinais e/ou sintomas de IC (OR 4.66; 95% CI 1.50-14.50; I2=0%). A análise de subgrupo dos estudos em que <50% dos participantes foram submetidos terapia de ressincronização cardíaca (TRC) demonstrou menor risco de recorrência de critérios imagiológicos de IC no grupo que manteve terapêutica neurohormonal (OR 5.12; 95% CI 1.07 – 24.44; I2=77%). Conclusão A descontinuação da terapêutica neurohormonal foi associada ao aumento do risco de recorrência de sinais e/ou sintomas de IC e de recorrência de critérios imagiológicos de IC, no subgrupo de doentes não submetidos previamente a TRC. |
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| Autores principais: | Mendo, Inês Margarida Santos |
| Assunto: | Insuficiência cardíaca Fração de ejeção do ventrículo esquerdo recuperada Terapêutica neurohormonal Cardiologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Contexto Insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) recuperada é definida como uma avaliação inicial de FEVE <40%, seguida de nova avaliação que documente melhoria ≥ 10% para valores de FEVE >40%. A maioria destes doentes está medicado com terapêutica neurohormonal. No entanto, ainda não é claro se descontinuar esta terapêutica é seguro. Alguns estudos já foram publicados, mas ainda não há evidência robusta que suporte a abordagem destes doentes. Objetivo Avaliar o impacto da descontinuação da terapêutica neurohormonal em doentes com IC com FEVE recuperada. Métodos A pesquisa foi realizada através das bases de dados MEDLINE®, CENTRAL e Embase. Foram considerados para inclusão ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais (retrospetivos e prospetivos) que avaliassem a descontinuação da terapêutica neurohormonal em doente com IC com FEVE recuperada. Considerou-se a manutenção da terapêutica como grupo de controlo. Os resultados avaliados foram: mortalidade por todas as causas, mortalidade de causa cardiovascular, eventos cardiovasculares, hospitalização por IC, recorrência de sinais e/ou sintomas de IC e recorrência de critérios imagiológicos de IC. Resultados Seis estudos foram incluídos, perfazendo um total de 2432 participantes. Três mortes de causa não-cardiovascular foram reportadas. Não houve documentação de hospitalizações por IC. Os resultados mostraram benefício na manutenção da terapêutica neurohormonal em relação a recorrência de sinais e/ou sintomas de IC (OR 4.66; 95% CI 1.50-14.50; I2=0%). A análise de subgrupo dos estudos em que <50% dos participantes foram submetidos terapia de ressincronização cardíaca (TRC) demonstrou menor risco de recorrência de critérios imagiológicos de IC no grupo que manteve terapêutica neurohormonal (OR 5.12; 95% CI 1.07 – 24.44; I2=77%). Conclusão A descontinuação da terapêutica neurohormonal foi associada ao aumento do risco de recorrência de sinais e/ou sintomas de IC e de recorrência de critérios imagiológicos de IC, no subgrupo de doentes não submetidos previamente a TRC. |
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