Publicação
Modelo de autocuidado para pessoas com 65 e mais anos de idade, necessidades de cuidados de enfermagem
| Resumo: | Constatamos que a população com 65 e mais anos de idade tende a, exponencialmente, ter uma maior representatividade demográfica a nível mundial, sendo que tal se observa especialmente nos países do sul da Europa, sobretudo em Portugal. Várias organizações e diversas teorias sugerem o estudo do comportamento de autocuidado como um indicador de previsão das necessidades de cuidados daquele grupo etário em distintos contextos, para a reorganização dos cuidados de saúde em geral e de enfermagem em particular. Objetivos: Avaliar a funcionalidade das pessoas com 65 e mais anos de idade da região do Alentejo; Padronizar a funcionalidade em função da idade; Definir as necessidades de cuidados de enfermagem em função dos diferentes níveis de funcionalidade, com base num modelo de autocuidado. Metodologia: Estudo I: estudo transversal, descritivo; amostra aleatória, estratificada, com 931 pessoas com 65 e mais anos de idade; nível de confiança de 95%; margem de erro de 3,2%; levado a cabo na região do Alentejo. Estudo II: estudo transversal, descritivo; amostra de conveniência, com 427 pessoas com 65 e mais anos de idade; levado a cabo nas ECCI’s de Odivelas e da região do Alentejo Litoral, na UCC do Redondo e no Lar de Idosos dos SAMS. No decurso dos estudos, utilizámos diversas técnicas que permitiram construir e analisar a sensibilidade, fidelidade e validade do Core set dos Idosos (CSI) e do Elderly Nursing Core Set (ENCS). Resultados: Na região do Alentejo, do ponto vista médio, em relação ao comportamento de autocuidado, as pessoas no grupo etário dos 65 aos 84 anos de idade situam-se em autocuidado na atividade e as pessoas com 85 e mais anos de idade situam-se em défice de autocuidado terapêutico moderado. No cômputo geral, as pessoas do sexo feminino, com o estado civil de viuvez, que não sabem ler/ não frequentaram a escola, com 85 e mais anos de idade, baixo peso (IMC), com défices emocionais e auditivos e com situação económica não conducente à satisfação das necessidades de alimentação, habitação e saúde, apresentam maior nível de problema. No segundo estudo, verificámos diferenças estatisticamente significativas entre as necessidades de cuidados de enfermagem, ao nível dos sistemas de apoio educativo e de compensação parcial ou total, e o contexto onde a pessoa está inserida. Observámos necessidades de cuidados de enfermagem mais evidentes ao nível da ECCI da região do Alentejo Litoral e de Odivelas, seguidas do Lar de Idosos dos SAMS e, por fim, da UCC do Redondo. Conclusão: Propomos a avaliação das necessidades de cuidados de enfermagem das pessoas com 65 e mais anos de idade com base na apreciação do comportamento de autocuidado, descrito no M65+Autocuidado por uma estrutura conceitual em que se integra a avaliação do autocuidado, a capacidade funcional e capacidade de conhecimento. |
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| Autores principais: | Fonseca, César João Vicente da |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Constatamos que a população com 65 e mais anos de idade tende a, exponencialmente, ter uma maior representatividade demográfica a nível mundial, sendo que tal se observa especialmente nos países do sul da Europa, sobretudo em Portugal. Várias organizações e diversas teorias sugerem o estudo do comportamento de autocuidado como um indicador de previsão das necessidades de cuidados daquele grupo etário em distintos contextos, para a reorganização dos cuidados de saúde em geral e de enfermagem em particular. Objetivos: Avaliar a funcionalidade das pessoas com 65 e mais anos de idade da região do Alentejo; Padronizar a funcionalidade em função da idade; Definir as necessidades de cuidados de enfermagem em função dos diferentes níveis de funcionalidade, com base num modelo de autocuidado. Metodologia: Estudo I: estudo transversal, descritivo; amostra aleatória, estratificada, com 931 pessoas com 65 e mais anos de idade; nível de confiança de 95%; margem de erro de 3,2%; levado a cabo na região do Alentejo. Estudo II: estudo transversal, descritivo; amostra de conveniência, com 427 pessoas com 65 e mais anos de idade; levado a cabo nas ECCI’s de Odivelas e da região do Alentejo Litoral, na UCC do Redondo e no Lar de Idosos dos SAMS. No decurso dos estudos, utilizámos diversas técnicas que permitiram construir e analisar a sensibilidade, fidelidade e validade do Core set dos Idosos (CSI) e do Elderly Nursing Core Set (ENCS). Resultados: Na região do Alentejo, do ponto vista médio, em relação ao comportamento de autocuidado, as pessoas no grupo etário dos 65 aos 84 anos de idade situam-se em autocuidado na atividade e as pessoas com 85 e mais anos de idade situam-se em défice de autocuidado terapêutico moderado. No cômputo geral, as pessoas do sexo feminino, com o estado civil de viuvez, que não sabem ler/ não frequentaram a escola, com 85 e mais anos de idade, baixo peso (IMC), com défices emocionais e auditivos e com situação económica não conducente à satisfação das necessidades de alimentação, habitação e saúde, apresentam maior nível de problema. No segundo estudo, verificámos diferenças estatisticamente significativas entre as necessidades de cuidados de enfermagem, ao nível dos sistemas de apoio educativo e de compensação parcial ou total, e o contexto onde a pessoa está inserida. Observámos necessidades de cuidados de enfermagem mais evidentes ao nível da ECCI da região do Alentejo Litoral e de Odivelas, seguidas do Lar de Idosos dos SAMS e, por fim, da UCC do Redondo. Conclusão: Propomos a avaliação das necessidades de cuidados de enfermagem das pessoas com 65 e mais anos de idade com base na apreciação do comportamento de autocuidado, descrito no M65+Autocuidado por uma estrutura conceitual em que se integra a avaliação do autocuidado, a capacidade funcional e capacidade de conhecimento. |
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