Publicação

Influência da disbiose intestinal materna, determinada por antibioterapia, no desenvolvimento de obesidade infantil : uma revisão sistemática

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução A alteração do equilíbrio da microbiota intestinal é reconhecida como fator de risco para obesidade, um importante problema de saúde pública. No entanto, durante a gravidez, permanece desconhecido o impacto da disbiose intestinal materna no desenvolvimento do feto e determinismo das suas características metabólicas futuras. O conhecimento de moduladores da microbiota intestinal materna, como a antibioterapia, poderá contribuir para a formulação de estratégias preventivas precoces, com o objetivo de reduzir a prevalência de obesidade infantil. Objetivo O objetivo da presente revisão é estudar a disbiose intestinal materna, decorrente do uso de antibioterapia durante a gravidez, como fator de risco de obesidade infantil na descendência. Metodologia A questão PICO aplicada foi a seguinte: Estarão as crianças, filhas de mães com disbiose intestinal durante a gravidez decorrente do uso de antibióticos, em maior risco de obesidade infantil, comparando com as restantes crianças? Foram identificados estudos através da fonte de pesquisa Pubmed, em Inglês ou Português, com uma população alvo entre o nascimento e os dez anos de idade e publicados nos últimos 5 anos. Foram selecionados os seguintes termos, incluindo termos alternativos: “Pediatric Obesity”, “Gastrointestinal Microbiome”, “Dysbiosis”, “Antibiotics”, “Pregnancy”. Resultados Foram incluídos quatro estudos de coorte prospetivos que estudaram a relação entre antibioterapia durante a gravidez e o risco associado de excesso de peso infantil na descendência. Discussão e Conclusão Concluiu-se que a antibioterapia durante a gravidez, através da modulação da microbiota intestinal materna, influencia a constituição da microbiota intestinal da descendência e o seu risco para excesso de peso infantil. A associação estabelecida é mais relevante de acordo com o trimestre em que é realizada a antibioterapia, destacando-se o segundo trimestre, o número de ciclos de antibioterapia efetuados, e o maior espetro de cobertura dos antibióticos.
Autores principais:Leão, Ana Patrícia Bispo
Assunto:Obesidade infantil Microbiota intestinal Disbiose Gravidez Antibioterapia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução A alteração do equilíbrio da microbiota intestinal é reconhecida como fator de risco para obesidade, um importante problema de saúde pública. No entanto, durante a gravidez, permanece desconhecido o impacto da disbiose intestinal materna no desenvolvimento do feto e determinismo das suas características metabólicas futuras. O conhecimento de moduladores da microbiota intestinal materna, como a antibioterapia, poderá contribuir para a formulação de estratégias preventivas precoces, com o objetivo de reduzir a prevalência de obesidade infantil. Objetivo O objetivo da presente revisão é estudar a disbiose intestinal materna, decorrente do uso de antibioterapia durante a gravidez, como fator de risco de obesidade infantil na descendência. Metodologia A questão PICO aplicada foi a seguinte: Estarão as crianças, filhas de mães com disbiose intestinal durante a gravidez decorrente do uso de antibióticos, em maior risco de obesidade infantil, comparando com as restantes crianças? Foram identificados estudos através da fonte de pesquisa Pubmed, em Inglês ou Português, com uma população alvo entre o nascimento e os dez anos de idade e publicados nos últimos 5 anos. Foram selecionados os seguintes termos, incluindo termos alternativos: “Pediatric Obesity”, “Gastrointestinal Microbiome”, “Dysbiosis”, “Antibiotics”, “Pregnancy”. Resultados Foram incluídos quatro estudos de coorte prospetivos que estudaram a relação entre antibioterapia durante a gravidez e o risco associado de excesso de peso infantil na descendência. Discussão e Conclusão Concluiu-se que a antibioterapia durante a gravidez, através da modulação da microbiota intestinal materna, influencia a constituição da microbiota intestinal da descendência e o seu risco para excesso de peso infantil. A associação estabelecida é mais relevante de acordo com o trimestre em que é realizada a antibioterapia, destacando-se o segundo trimestre, o número de ciclos de antibioterapia efetuados, e o maior espetro de cobertura dos antibióticos.