Publicação

Panorama das importações gregas em Portugal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A partir dos finais dos anos 70, multiplicaram-se os achados de cerâmicas áticas no território português. Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na última década em povoados da Idade do Ferro do Baixo Alentejo e Algarve vieram alterar substancialmente a imagem que possuíamos sobre as importações gregas em Portugal. Hoje, não é mais possível, como infelizmente continua a ser hábito nos meios científicos europeus, reduzir essas importações ao conjunto dos vasos exumados nos finais do século XIX na necrópole dos Senhor dos Mártires (Alcácer do Sal). Neste trabalho, inventariam-se as cerâmicas áticas actualmente conhecidas em Portugal e analisam-se as possíveis rotas do comércio dessas cerâmicas no interior do território português. Particular ênfase será dado aos sítios litorais que forneceram cerâmicas gregas, evidenciando-se o papel dos vales fluviais, o do Guadiana e o do Sado, particularmente. Enquadram-se as importações das cerâmicas áticas do território português no conjunto das exportações para a Península Ibérica durante os século V e IV a.c.. As semelhanças verificadas entre os materiais do Sul de Portugal e os da Andaluzia Ocidental são devidamente equacionadas.
Autores principais:Arruda, Ana Margarida
Ano:1995
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A partir dos finais dos anos 70, multiplicaram-se os achados de cerâmicas áticas no território português. Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na última década em povoados da Idade do Ferro do Baixo Alentejo e Algarve vieram alterar substancialmente a imagem que possuíamos sobre as importações gregas em Portugal. Hoje, não é mais possível, como infelizmente continua a ser hábito nos meios científicos europeus, reduzir essas importações ao conjunto dos vasos exumados nos finais do século XIX na necrópole dos Senhor dos Mártires (Alcácer do Sal). Neste trabalho, inventariam-se as cerâmicas áticas actualmente conhecidas em Portugal e analisam-se as possíveis rotas do comércio dessas cerâmicas no interior do território português. Particular ênfase será dado aos sítios litorais que forneceram cerâmicas gregas, evidenciando-se o papel dos vales fluviais, o do Guadiana e o do Sado, particularmente. Enquadram-se as importações das cerâmicas áticas do território português no conjunto das exportações para a Península Ibérica durante os século V e IV a.c.. As semelhanças verificadas entre os materiais do Sul de Portugal e os da Andaluzia Ocidental são devidamente equacionadas.