Publicação

Papéis e funções do diretor de um agrupamento de escolas : a importância das relações externas

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Inscrito no quadro das mudanças na regulação das políticas de administração e gestão escolar em Portugal, este trabalho centra-se nas funções de gestão dos diretores de agrupamentos de escolas. Com o desígnio de perceber os processos que uma diretora adota nas diversas situações que se lhe deparam em cada exercício de gestão diária, o propósito do relatório foi o de acompanhar o trabalho diário de uma diretora, procurando percecionar a forma como o vai adaptando às diretivas que recebe do poder central com as múltiplas relações externas e a resolução local das mais diversas situações. Na prossecução deste trabalho foram tidos em conta dois eixos de análise: a observação e descrição do trabalho quotidiano da diretora de agrupamento de escolas e a caraterização do seu trabalho em termos de gestão de relações externas. Os instrumentos de recolha de dados adotados foram a observação não participante e a entrevista semiestruturada. O estudo permitiu evidenciar uma redução na “intervenção pedagógica” da diretora, os dilemas por ela vividos e alguns mitos associados ao desempenho do cargo, bem como a influência fatores vários, em particular as relações externas, exercem na administração de um agrupamento de escolas. Constatámos que grande parte do seu tempo diário é despendido na resolução de problemas de curto/médio prazo e na informação/resposta a contactos via diversa (telefone, correio convencional, mail, etc.), as duas áreas envolvendo entidades exteriores ao agrupamento (Associações de Pais, Empresas, Autarquia, etc.). A importância que a diretora atribui às relações externas é visível no modo como procura coresponsabilizar os diversos agentes do território educativo (contando-se trinta entidades parceiras) na construção e implementação do Projeto Educativo do Agrupamento. É, aliás, uma diretora que atribui destaque especial à “prestação de contas”, procurando justificar para o exterior os investimentos feitos na escola, dar visibilidade aos eventos que aí têm lugar e incentivar a um maior envolvimento da sociedade na construção do projeto educativo em que os seus alunos estão implicados.
Autores principais:Castelo Branco, Maria José Quintela Ferreira, 1958-
Assunto:Administração educacional - Portugal Directores de estabelecimentos de ensino Relações externas Trabalhos de projecto de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Inscrito no quadro das mudanças na regulação das políticas de administração e gestão escolar em Portugal, este trabalho centra-se nas funções de gestão dos diretores de agrupamentos de escolas. Com o desígnio de perceber os processos que uma diretora adota nas diversas situações que se lhe deparam em cada exercício de gestão diária, o propósito do relatório foi o de acompanhar o trabalho diário de uma diretora, procurando percecionar a forma como o vai adaptando às diretivas que recebe do poder central com as múltiplas relações externas e a resolução local das mais diversas situações. Na prossecução deste trabalho foram tidos em conta dois eixos de análise: a observação e descrição do trabalho quotidiano da diretora de agrupamento de escolas e a caraterização do seu trabalho em termos de gestão de relações externas. Os instrumentos de recolha de dados adotados foram a observação não participante e a entrevista semiestruturada. O estudo permitiu evidenciar uma redução na “intervenção pedagógica” da diretora, os dilemas por ela vividos e alguns mitos associados ao desempenho do cargo, bem como a influência fatores vários, em particular as relações externas, exercem na administração de um agrupamento de escolas. Constatámos que grande parte do seu tempo diário é despendido na resolução de problemas de curto/médio prazo e na informação/resposta a contactos via diversa (telefone, correio convencional, mail, etc.), as duas áreas envolvendo entidades exteriores ao agrupamento (Associações de Pais, Empresas, Autarquia, etc.). A importância que a diretora atribui às relações externas é visível no modo como procura coresponsabilizar os diversos agentes do território educativo (contando-se trinta entidades parceiras) na construção e implementação do Projeto Educativo do Agrupamento. É, aliás, uma diretora que atribui destaque especial à “prestação de contas”, procurando justificar para o exterior os investimentos feitos na escola, dar visibilidade aos eventos que aí têm lugar e incentivar a um maior envolvimento da sociedade na construção do projeto educativo em que os seus alunos estão implicados.