Publicação
Efeitos secundários da quimioterapia antineoplásica e seu impacto na qualidade de vida em cães e gatos com doença oncológica
| Resumo: | Em Medicina Veterinária, a crescente prevalência de doenças neoplásicas vem provocar um aumento exponencial da realização de quimioterapia antineoplásica em cães e gatos. O uso de fármacos antineoplásicos está, frequentemente, associado à ocorrência de efeitos adversos e a alterações da qualidade de vida dos doentes oncológicos. Neste estudo avaliou-se e caracterizou-se, a presença de efeitos secundários e parâmetros de qualidade de vida, na decorrência de 49 sessões quimioterápicas em cães e gatos. Estes dados foram obtidos através do uso de questionários detalhados ao proprietário, avaliação de parâmetros clínicos, bem como com recurso a meios analíticos. Neste estudo as neoplasias mais comuns em canídeos (n=14) foram linfoma multicêntrico (50%) e mastocitoma (28,57%) e, em felídeos (n=6), carcinoma mamário (33.33%). Registou-se uma frequência total (59,18%) de sessões com a presença de, pelo menos, um efeito adverso. Os efeitos gastrointestinais foram preponderantes, tendo estado presentes em 48,49% das sessões, seguidos dos efeitos hematopoiéticos (26,67%), principalmente representados pela presença de anemia de grau 1. Relativamente ao composto quimioterápico, 40% das sessões com vincristina ou ciclofosfamida e 28,57% das sessões com doxorrubicina resultaram em efeitos gastrointestinais, com a particularidade de 66,67% dos tratamentos com doxorrubicina em felídeos resultarem em vómito. Relativamente às terapêuticas adicionais em resultado da presença de efeitos adversos registou-se: terapêutica com antiemético profilático (n=8), adiamento de sessão quimioterápica (n=2), interrupção do tratamento quimioterápico (n=1), antibioterapia profilática (n=1) e hospitalização (n=1). Dos parâmetros de qualidade de vida avaliados pelos proprietários, verificou-se cansaço em 45,7% das sessões em cães e 57,1% em gatos e desconforto/dor em 14,3% das sessões em cães e 35,71% em gatos. Calculou-se um índice médio de atividade de 3,65 em cães e 3,9 em gatos e de grau de estado mental/”disposição” 3,79 em cães e 3,78 em gatos (intervalo 1-5). Quanto à apreciação do estado geral, 51,02% dos animais permaneceu estável e 40,82% dos doentes melhorou após sessão quimioterápica. O uso de questionários detalhados em oncologia veterinária é determinante quer na avaliação de efeitos adversos e sua classificação, quer na avaliação de parâmetros de qualidade de vida. |
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| Autores principais: | Silveira, Pedro de Sousa Dâmaso da |
| Assunto: | Quimioterapia veterinária Efeitos adversos Qualidade de vida Veterinary chemotherapy Adverse effects Quality of life |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em Medicina Veterinária, a crescente prevalência de doenças neoplásicas vem provocar um aumento exponencial da realização de quimioterapia antineoplásica em cães e gatos. O uso de fármacos antineoplásicos está, frequentemente, associado à ocorrência de efeitos adversos e a alterações da qualidade de vida dos doentes oncológicos. Neste estudo avaliou-se e caracterizou-se, a presença de efeitos secundários e parâmetros de qualidade de vida, na decorrência de 49 sessões quimioterápicas em cães e gatos. Estes dados foram obtidos através do uso de questionários detalhados ao proprietário, avaliação de parâmetros clínicos, bem como com recurso a meios analíticos. Neste estudo as neoplasias mais comuns em canídeos (n=14) foram linfoma multicêntrico (50%) e mastocitoma (28,57%) e, em felídeos (n=6), carcinoma mamário (33.33%). Registou-se uma frequência total (59,18%) de sessões com a presença de, pelo menos, um efeito adverso. Os efeitos gastrointestinais foram preponderantes, tendo estado presentes em 48,49% das sessões, seguidos dos efeitos hematopoiéticos (26,67%), principalmente representados pela presença de anemia de grau 1. Relativamente ao composto quimioterápico, 40% das sessões com vincristina ou ciclofosfamida e 28,57% das sessões com doxorrubicina resultaram em efeitos gastrointestinais, com a particularidade de 66,67% dos tratamentos com doxorrubicina em felídeos resultarem em vómito. Relativamente às terapêuticas adicionais em resultado da presença de efeitos adversos registou-se: terapêutica com antiemético profilático (n=8), adiamento de sessão quimioterápica (n=2), interrupção do tratamento quimioterápico (n=1), antibioterapia profilática (n=1) e hospitalização (n=1). Dos parâmetros de qualidade de vida avaliados pelos proprietários, verificou-se cansaço em 45,7% das sessões em cães e 57,1% em gatos e desconforto/dor em 14,3% das sessões em cães e 35,71% em gatos. Calculou-se um índice médio de atividade de 3,65 em cães e 3,9 em gatos e de grau de estado mental/”disposição” 3,79 em cães e 3,78 em gatos (intervalo 1-5). Quanto à apreciação do estado geral, 51,02% dos animais permaneceu estável e 40,82% dos doentes melhorou após sessão quimioterápica. O uso de questionários detalhados em oncologia veterinária é determinante quer na avaliação de efeitos adversos e sua classificação, quer na avaliação de parâmetros de qualidade de vida. |
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